Ex-deputado Carli Filho já pode voltar a dirigir

Carli Filho é acusado de provocar um acidente que matou dois jovens em maio de 2009, em Curitiba

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O ex-deputado estadual do Paraná Fernando Ribas Carli Filho, acusado de ter provocado um acidente que matou duas pessoas no dia 7 de maio de 2009 em Curitiba, já pode reaver sua carteira de motorista. Para isso, basta que entre com recurso e faça o curso de reciclagem no Departamento de Trânsito (Detran). O ex-deputado, que entregou o documento em junho de 2009, já cumpriu o período de suspensão previsto pelo processo administrativo do Detran. 

Futura Press
Carli Filho em foto de agosto de 2011 quando foi ao Fórum do Paraná para participar de audiência do caso
Carli Filho aguarda julgamento por homicídio pelo Tribunal do Júri . Em depoimentos, ele disse não se lembrar do acidente, mas admite ter tomado vinho antes de dirigir. Segundo laudo do Instituto de Criminalística (IC), o carro conduzido por ele estava a uma velocidade entre 161 quilômetros por hora e 173 quilômetros por hora. Na época, o então deputado estava com a carteira suspensa, com mais de 130 pontos. 

De acordo com a assessoria do Detran, Carli Filho ainda não deu entrada no pedido para participar de um curso de reciclagem. O órgão afirmou que não pode fornecer mais detalhes sobre o caso, pois são sigilosos e cabem apenas ao motorista ou seu representante. O processo administrativo do Detran não é atrelado ao processo judicial.

O caso

Na madrugada do dia 7 de maio de 2009, o Volkswagen Passat que o ex-deputado dirigia chocou-se contra o Honda fit onde estavam Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos, no bairro de Mossunguê, em Curitiba (PR). O veículo ficou completamente destruído e os dois jovens morreram na hora.

O deputado sofreu múltiplas fraturas, inclusive na face. Ele ficou um mês internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para se recuperar das lesões.

O laudo do IML, realizado duas horas após o acidente, apontou que o Carli Filho estava com 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue, o que configura embriaguez, com pena prevista pela Lei Seca de seis meses a três anos de cadeia.

Um recibo fornecido à polícia pelo restaurante onde o parlamentar estava na noite da colisão mostra três tipos de vinho na conta dele, que ficou em R$ 705. Além disso, ele também não poderia dirigir porque estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por excesso de multas. Para a polícia, Carli Filho assumiu o risco de matar ao dirigir embriagado.

Laudos do Instituto de Criminalística apontaram que o carro conduzido por Carli Filho estava em uma velocidade entre 161 km/h e 173 km/h, sendo que no local onde houve a colisão a velocidade máxima permitida e de 60 km/h.

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