Balsa vai ajudar no abastecimento de água de Paranaguá

Mais 140 mil moradores estão sem água desde a sexta-feira da semana passada, quando um temporal destruiu as adutoras de água

Luciana Cristo, iG Paraná |

A captação e a distribuição de água na cidade de Paranaguá, no litoral do Paraná, vão começar a ser feitas por meio de uma balsa de três toneladas que vai ser instalada na represa do Rio Miranda. Do rio, será feito o bombeamento de água para suprir a demanda dos mais de 147 mil moradores do município que estão sem água desde a sexta-feira da semana passada, quando um temporal destruiu as adutoras do sistema responsável pelo serviço.

Fabiano Moreno/ PRF
Imagem mostra estrago causado pela chuva na BR 277, que liga Curitiba ao litoral do Estado
A estrutura da balsa está prevista para ser transportada nas próximas horas por um helicóptero da Marinha que saiu de São Pedro da Aldeia (RJ) e que é específico para o transporte de cargas pesadas. Oficialmente, por enquanto, ninguém confirma a partir de quando o sistema por balsa poderá começar a servir à população, que continua sendo abastecida de maneira emergencial com água de nove caminhões-pipa e um caminhão-tanque. Nesta quarta-feira, boatos de que a água dos caminhões-pipa estaria sendo vendida fizeram a Defesa Civil esclarecer à população que a água desses veículos é estritamente de distribuição gratuita. 

Além do apoio para amenizar a falta de água, foi preciso recorrer a uma outra solução emergencial para . A alternativa encontrada foi a implantação de uma ponte metálica sobre o Rio Sagrado III, na PR-408. No local, havia uma ponte de cimento que foi completamente destruída pela força da chuva. Em fase de conclusão, também para as próximas horas, a ponte é provisória e deve garantir a passagem de veículos por um mês, até que uma nova estrutura seja construída.

Divulgação/Governo do Paraná
Ponte metálica será construída para retomar o tráfego no litoral do Paraná

Recursos

Os prejuízos causados pelas fortes chuvas no litoral do Paraná estão estimados em R$ 87,9 milhões, de acordo com levantamento entregue na tarde desta quarta-feira pelo governador do Estado, Beto Richa, ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que sobrevoou o litoral do Paraná.

Ainda não se sabe quanto desse valor de R$ 87,9 milhões poderá ser liberado pelo governo federal, mas o ministro adiantou que não será a totalidade. “Certamente não será todo o valor. Recebemos agora o levantamento e até segunda-feira daremos uma resposta. Queremos que o dinheiro esteja na conta do governo do Estado, que depois vai repassar os valores para as prefeituras, até o final da semana que vem”, afirmou o ministro.

Os recursos serão para recuperação da infraestrutura e das casas que vieram abaixo com a chuva. Coelho disse ainda que o governo federal vai estudar a possibilidade de liberar um crédito específico do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida para os atingidos pela chuva no Paraná, de forma semelhante ao que foi feito com as vítimas da Região Serrana do Rio de Janeiro.

Desabrigados

Quase 600 moradores de Morretes, Antonina e Paranaguá, no litoral do Paraná, permanecem em abrigos públicos depois de terem suas casas atingidas por fortes chuvas no final da semana passada.

A volta para casa pode ser mais demorada do que o esperado, principalmente para os moradores de áreas próximas aos desmoronamentos de terra. De acordo com a Defesa Civil, é necessário que se aguarde para avaliar o risco de novos deslizamentos, já que a área tem muitas árvores e pedras. Para isso são necessários alguns dias de sol, sem novas ocorrências de chuva. Não há um prazo estabelecido para esse procedimento.

Ttécnicos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Minerais do Paraná S.A. (Mineropar) fazem a avaliação dos estragos e danos nas residências. Nas áreas onde houve inundação, a análise deve ser um pouco mais rápida, com avaliação de problemas como rachaduras ou na fundação das casas, por exemplo. “Precisamos de um levantamento preciso. A pressa não pode atropelar os procedimentos. Essa pode não ser a decisão que as pessoas desabrigadas querem, mas é necessário e por enquanto precisamos propor a continuidade delas nos abrigos”, comenta o capitão Eduardo Gomes Pinheiro, da Coordenadoria da Defesa Civil do Paraná.

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