Após vazamento de óleo, 7 mil crianças ficam sem aula no Paraná

80% do abastecimento de água de Cascavel foi afetado. Caminhões-pipa estão sendo usados para abastecer hospitais e postos de saúde

Luciana Cristo, iG Paraná |

Aproximadamente 7 mil estudantes da rede estadual de ensino do Paraná ficaram sem aula nesta terça-feira (22) por causa da falta de água que atinge a cidade de Cascavel (no Oeste do estado) desde o último sábado (19).

O problema ocorreu porque o município não tem caminhões-pipa em quantidade suficiente para abastecer todos os prédios públicos, depois que um acidente envolvendo dois caminhões, um deles transportando óleo, contaminou a água da cidade. São oito caminhões-pipa que, além das escolas, atendem outros serviços essenciais, como hospitais e postos de saúde.

O derramamento da substância foi de mais de 4 mil litros de óleo na principal fonte de abastecimento da cidade, o Rio Cascavel (responsável por 80% de toda a água fornecida), de onde a captação de água foi suspensa. A mancha de óleo atingiu 20 quilômetros e metade da população do município ficou sem água.

Falta de informação

Os alunos não foram avisados antecipadamente e ficaram sabendo que não haveria aula somente depois de chegar ao colégio. Das sete escolas afetadas, quatro devem reabrir normalmente nesta quarta-feira (23), de acordo com a Secretaria de Estado da Educação. Para as outras, a expectativa é que a situação seja normalizada até o final desta semana. Os diretores dos colégios, segundo o governo estadual, já estabeleceram um calendário para reposição das aulas perdidas.

Por enquanto, a recomendação das autoridades é economizar o máximo de água que for possível. De acordo com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), o abastecimento de água em Cascavel deve voltar ao normal até quinta-feira (24). No entanto, chove ainda na cidade, o que pode fazer com que resíduos de óleo das margens do rio sejam levadas para o leito. Se isso ocorrer, a captação de água pode voltar a ser suspensa.

A Sanepar acionou duas captações alternativas, no Rio Peroba e no Rio Saltinho, mas a vazão desses mananciais não é suficiente para atender toda a demanda. Alguns dos bairros mais afetados nesta terça-feira foram Guarujá, Quebec, Santos Dumont, Pioneiros Catarinenses, região do Terminal Rodoviário e Itamaraty.

Análises da água estão sendo feitas a cada 15 minutos. “Apesar do transtorno com o desabastecimento, não vamos colocar em risco a qualidade da água distribuída e a saúde da população”, afirma o gerente regional da Sanepar, Carlos Roberto Pinto.

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