Agentes são acusados de torturar jovens para que eles confessassem o estupro e morte de menina de 14 anos

Agência Estado

A Polícia Civil do Paraná informou na tarde desta quinta-feira (18) que 11 dos 14 mandados de prisão expedidos pela Justiça da comarca de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, foram cumpridos. Até o final da tarde, nove policiais civis, um policial militar e um agente da Guarda Municipal já haviam se apresentado. Eles são denunciados por supostas torturas contra quatro jovens em Colombo, para que eles confessassem o estupro e assassinato de Tayná Adriane da Silva, de 14 anos.

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Advogado de defesa dos policiais, André Luiz de Souza, acompanha a transferência para a delegacia de furtos e roubos dos acusados de envolvimento na morte de Tayná
Futura Press
Advogado de defesa dos policiais, André Luiz de Souza, acompanha a transferência para a delegacia de furtos e roubos dos acusados de envolvimento na morte de Tayná

O delegado Silvan Pereira, que comandava a Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, deve se apresentar até segunda-feira, 22, segundo o advogado de defesa Cláudio Dalledone Júnior. O advogado ainda estuda a melhor forma de pedir a revogação da prisão de seu cliente. O prazo final para as apresentações expira na noite desta quinta-feira e, a partir daí, as pessoas passarão a ser consideradas fugitivas.

Um preso da delegacia de Araucária também está entre os envolvidos nas acusações.

Além dos 14 mandados de prisão, a Justiça pediu o afastamento de seis policiais supostamente envolvidos. Entre eles estão dois policiais do Centro de Operações Especiais da Polícia (Cope), considerado um grupo de elite da corporação.

Os quatro jovens foram transferidos para outro Estado, dentro do Programa de Proteção às Testemunhas, segundo o promotor Leonir Batisti, coordenador do Grupo de Atuação Especial do Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

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