Justiça determina prisão de policiais suspeitos de tortura em delegacia no PR

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Policiais são acusados de tortura contra jovens suspeitos de participação em estupro e morte de menina de 14 anos

O juiz da comarca de Colombo, no Paraná, determinou nesta quarta-feira (17) o afastamento do cargo de seis policiais civis e a prisão de 14 pessoas, entre elas, 10 policiais civis, um soldado da Polícia Militar, um auxiliar de carceragem, um guarda municipal e um preso da delegacia da cidade, na região metropolitana de Curitiba. Eles são acusados de envolvimento na tortura de quatro rapazes presos por suspeita de envolvimento no estupro e morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos.

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A determinação ocorreu após uma reviravolta no caso da garota no dia 28 de junho, próximo a uma parque de diversões. Isso porque o resultado do laudo de um exame feito pelo Instituto de Criminalística indicou que a garota não foi estuprada pelos quatro suspeitos presos um dia após o crime. O exame mostrou que o sêmen encontrado no corpo da menina não pertencia a nunhum dos rapazes detidos. 

Os pedidos de prisão foram protocolados na última segunda-feira (15) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil do Paraná. Os mandados de prisão referentes aos 10 policiais civis serão cumpridos pela Corregedoria-Geral da Polícia. Os demais estão a cargo do Gaeco.

O caso

Tayná foi assassinada na noite do dia 28 de junho, quando voltava para casa. Logo após o crime, com base nas investigações da delegacia de Alto Maracanã, as autoridades indiciaram e prenderam por homicídio e estupro Sergio Amorin da Silva, 22; Paulo Henrique Camargo Cunha, 25; e Adriano Batista, 23, que teriam matado a garota após supostamente manterem relações sexuais forçadas com ela. Ezequiel Batista, 22, também foi indiciado, mas por ter testemunhado e não ter feito algo para evitar a morte da garota.

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