Em reunião a portas fechadas na capital paulista, os 21 membros que compõem a Executiva Estadual do PP em São Paulo escolheram hoje, por unanimidade, o deputado federal Celso Russomano como pré-candidato único da legenda ao governo do Estado.

O nome do parlamentar já era aventado por integrantes do partido desde agosto deste ano, quando uma pesquisa interna do PP o apontou como o preferido para o cargo entre as lideranças paulistas. O parlamentar deve ser aclamado candidato em junho do ano que vem, durante convenção partidária do PP.

A escolha do deputado já havia sido acertada na última reunião da Executiva, que apenas formalizou o seu nome no encontro de hoje. Na última sexta-feira, o presidente estadual do PP em São Paulo, o ex-governador e deputado Paulo Maluf (PP), havia indicado em sua página do Twitter que já conversava com Russomano sobre uma eventual candidatura.

"Tive um proveitoso almoço com o deputado federal Celso Russomano sobre questões partidárias para o ano que vem", disse o parlamentar no microblog. De acordo com interlocutores, o pré-candidato agradeceu a confiança depositava em seu nome e disse que entrará firme na sucessão no Palácio dos Bandeirantes.

Após o encontro de hoje, Maluf fez um pronunciamento em que reconheceu o nome de Russomano como a sua aposta pessoal à disputa no Estado. "Ele é um guerreiro, trabalhador, tem experiência política de vida. (Essa escolha) tem muito do meu esforço e de minha experiência e acho que conheço quem possa continuar esse trabalho", disse o ex-governador. Ele frisou ainda que Russomano representa a novidade nas eleições do ano que vem. "O partido precisa de sangue novo para subir novamente a escada do Palácio dos Bandeirantes. Ele é o elemento renovador que precisamos para modificar a política paulista", destacou.

Acordo nacional

A candidatura própria do PP no Estado não deve embaraçar a articulação de apoios no plano nacional. Na próxima quarta-feira, a legenda se reúne com a pré-candidata petista ao Palácio do Planalto, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Na avaliação de lideranças pepistas, a sigla tende a apoiar a preferida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, mas deve ratificar o apoio apenas no ano que vem. Diferente do PMDB e do PDT, o PP optou pela cautela. Apenas fechará uma aliança quando a maior parte dos Estados tiver definido posição no ainda incerto tabuleiro eleitoral.

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