BRASÍLIA - A 94ª Pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra que 50,4% da população conhece ou já ouviu falar na ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, nome defendido pelo presidente Lula para a sua sucessão. Questionados sobre as qualidades da ministra, 30,1% dos entrevistados consideraram Dilma uma pessoa capaz, enquanto 15,5% acham a ministra, além de capaz, simpática, e outros 11,7% acham que ela é capaz, mas antipática.

Os que consideram Dilma uma pessoa incapaz somam 9,8%, enquanto 5,4% acham que é ela incapaz e também antipática. Por fim, 5,2% responderam que a ministra, apesar de incapaz, é uma pessoa simpática.

Ainda segundo a pesquisa, 43,9% votariam em Dilma Rousseff para presidente da República se ela tiver o apoio do presidente Lula. Outros 30,1% responderam que não votariam de forma alguma na ministra e 16,3% votariam se a conhecessem melhor.

De acordo com o levantamento, 15,6% do eleitorado só votaria em um candidato apoiado por Lula. Outros 28,9% disseram que poderiam votar em um político apoiado pelo presidente, enquanto 18,4% não votariam. Ainda 34% precisariam conhecer melhor o candidato antes de decidir.

Esta é uma taxa de transferência expressivamente alta, mas vale dizer que o exemplo da transferência não é simples. Em Belo Horizonte, onde o governador Aécio Neves (PSDB) demonstra taxa de aprovação em 80% e o prefeito José Pimentel (PT) tem 75% de aprovação entre a população, o candidato da aliança [nas eleições municipais, Márcio Lacerda (PSB)] teve 31% do eleitorado no primeiro turno, disse Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus.

Segundo ele, é preciso ponderar que, em âmbito nacional, os possíveis candidatos à presidência são mais conhecidos do que o exemplo mineiro.

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