Pouca exposição ao sol pode levar à carência de vitamina D

Ainda é controversa entre os médicos a relação entre o uso frequente de filtro solar e a carência de vitamina D - nutriente essencial para a saúde dos ossos e para a maioria das funções metabólicas e musculares. Embora encontrada em alguns alimentos, a principal e mais barata fonte de vitamina D é o sol.

Agência Estado |

Para a endocrinologista Marise Castro, chefe do Setor de Doenças Osteometabólicas da Unifesp, a falta de vitamina D virou epidemia em todo o mundo - até no Brasil. "A urbanização fez com que as pessoas se expusessem menos ao sol e, quando o fazem, usam filtro."

Estudo da Unifesp com mais de 600 pessoas na capital paulista constatou deficiência de vitamina D em 42% dos jovens, 77% dos idosos que viviam em asilos, 70% dos idosos que viviam em casa e 46% dos idosos que praticam atividades ao ar livre.

Para evitar o problema, Marise recomenda exposição ao sol por 15 minutos diários, antes de passar protetor solar. Já Marcus Maia, professor de dermatologia da Santa Casa, acredita que nenhuma pessoa consegue se proteger do sol a ponto de impedir a síntese de vitamina D. Maia diz que sete minutos de sol, três vezes por semana, são suficientes para quem tem pele clara.

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