Possível saque faz morador temer deixar casa em Angra

Algumas pessoas que tiveram suas casas condenadas no Morro da Carioca estão se recusando a sair com medo de terem seus bens levados por saqueadores. Muitas residências que já estão vazias com seus moradores em abrigos ou em casa de parentes foram roubadas.

Agência Estado |

Hoje, debaixo de um sol forte e temperatura que chegava aos 40 graus, jovens, mulheres e idosos uniam esforços para retirar aparelhos de televisão, geladeiras, micro-ondas e até armários de suas casas. A Defesa Civil aponta risco em 98 casas ainda ocupadas.

"Tivemos que desocupar porque abriu uma cratera. A próxima chuva vai levar a minha casa, a da minha mãe e a do meu cunhado. O problema é que a gente sai e vêm uns bandidos aqui para saquear. Levaram computador, televisão e objetos pessoais do nosso vizinho. Precisa reforçar o policiamento aqui", queixou-se o pastor da Assembleia de Deus Carlos Alberto Amaral de Oliveira, 42 anos.

Empregado do Detran, Benedito Marcos Pinheiro Cunha, 36, ainda não recebeu orientação para deixar sua casa. Ela não está na rota das pedras que ainda ameaçam descer da ribanceira que desceu sobre a comunidade. Se, no entanto, a sua residência entrar na lista das interdições, Cunha já decidiu que não vai embora. "Mandei minha mãe e minha irmã para a casa de parentes. Mas eu não saio daqui. Não vou deixar minhas coisas para os bandidos que estão atuando na comunidade. Não aceito que saqueiem a minha casa", disse.

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