O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negou hoje que esteja disposto a se afastar da presidência da Casa apesar da crise política. Estou com o espírito muito bom.

Nunca deixei de estar confiante. Isso (a possibilidade de sair do cargo) não existe", afirmou o peemedebista, ao deixar o plenário do Senado. Sarney também negou a existência de uma possível pressão de seu filho Fernando Sarney para que deixe o cargo. "Isso não existe", afirmou.

O líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL), disse que Sarney está muito disposto e não pretende deixar a presidência. "Sarney está firme, está firmíssimo", disse ele, ao deixar o plenário logo após o presidente da Casa. Sarney presidiu hoje a primeira sessão plenária após o fim do recesso legislativo. Ele chegou ao Senado sob forte esquema de segurança e não quis falar com a imprensa.

Na sessão, o senador Mário Couto (PSDB-PA), primeiro parlamentar a discursar após a chegada de Sarney ao plenário, usou os minutos que foram concedidos para defender a aprovação de projetos que beneficiam os aposentados, e não fez referência alguma sobre as denúncias que pesam contra o peemedebista. Também discursaram na sessão senadores do PT, do PMDB e do PRB. Todos ignoraram a crise política e não falaram a favor nem contra o presidente do Senado.

O partido de Couto, o PSDB, é autor de três representações contra Sarney no Conselho de Ética, que o responsabilizam desde a contratação de aliados e parentes por meio de atos secretos a desvio de dinheiro destinado pela Petrobras à Fundação José Sarney para empresas fantasmas. Ao todo, pesam contra Sarney onze ações no colegiado.

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