Por engano, família vela corpo de desconhecido em SP

A família do ajudante geral Claudinei Ribeiro da Silva, de 24 anos, estava em volta do caixão velando seu corpo, no final da noite de ontem, em Votorantim (SP), região de Sorocaba, quando uma tia chegou com a notícia de que o morto estava vivo. Naquele momento, o verdadeiro Claudinei via televisão na casa da irmã, em Tatuí (SP), a 55 quilômetros do local do velório.

Agência Estado |

Perplexos, o pai, a madrasta e os amigos do suposto falecido correram para o caixão. Só então repararam que, havia quase cinco horas estavam velando o defunto errado.

"Esse não é o meu filho", exclamou o pai, o pedreiro Pedro Francisco Ribeiro, de 46 anos. Ele mesmo estivera no Instituto Médico Legal (IML) com sua mulher e a tia de Claudinei, Tereza Cristina de Oliveira, e reconhecera o suposto corpo do filho. "Estava muito abalado e acho que me confundi", afirmou mais tarde, quando devolvia o caixão, velas e castiçais para o agente funerário. A madrasta de Claudinei, Eunice de Fátima Ferreira, de 48 anos, também acreditou que o corpo do enteado estava dentro do caixão. "Eu beijei a testa e alisei o cabelo dele, mas não enxergava direito de tanto chorar", justificou. O ajudante, na verdade, havia tido rixa com pessoas do bairro e por isso tinha saído de casa alguns dias antes.

O engano se desfez quando Tereza ligou para a casa da mãe do rapaz, em Tatuí, para comunicar o falecimento. Quem atendeu foi uma irmã do "falecido", que estava na mesma sala, vendo televisão com ele. Tereza correu até o barraco do ex-cunhado e passou a informação. "Quando viram que era outro defunto, foi um Deus nos acuda. Todo mundo saiu correndo e as crianças começaram a gritar." Assim que a família se recuperou do susto, o velório foi desfeito e o corpo, ainda não identificado, devolvido ao IML.

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