BRASÍLIA - O ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) foi eleito para comandar o Senado, no biênio 2009/2010, derrotando o petista Tião Viana (AC) por 49 votos a 32. A votação secreta contou com a participação de todos os 81 senadores. Após ser eleito, Sarney (PMDB-AP) anunciou que fará um http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/02/02/stj+nega+habeas+a+dois+acusados+por+chacina+no+ceara+3785981.html target=_topcorte de 10% no orçamento da Casa para fazer jus ao momento de moderação que demanda a crise financeira internacional.

Agência Brasil
Sarney discursa durante eleição
Sarney, que agora substitui Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), já presidiu o Senado por duas vezes (1995-1997 e 2003-2005) e foi presidente da República de 1986 a 1990. Em seu primeiro discurso em seu terceiro mandato, ele elogiou Garibaldi e destacou que a Casa será "independente".

"Tenha certeza que exigiremos nossa independência e respeito à nossa instituição. Não fazemos nada solitariamente aqui, minha missão não é solitária. Sem os senadores, sem o apoio da Casa, sem sua compreensão, nada será feito", disse.

Além de seu partido, o PMDB, Sarney teve o apoio de siglas como o DEM e o PTB. Tião Viana levou o PT, PSOL e PR, entre outros, além da inusitada adesão do oposicionista PSDB, que argumentava querer renovar a Casa.

Sarney também comentou sobre sua paixão pela política: "certamente nenhum dos presentes tem dúvida de que meu bem estar social, meu bem estar pessoal, estariam fora das atribuições que vou enfrentar. Mas a paixão da vida pública é maior que a paixão da própria vida. É no exercício dessa paixão que aqui estou".

Como novo presidente da Casa, Sarney terá de enfrentar a expectativa dos senadores em frear o excesso de medidas provisórias (MPs) e resgatar a imagem do Congresso.

Assim como o dirigente da Câmara, o presidente influencia na decisão da sucessão presidencial de 2010, pelo poder de dar andamento a projetos presidenciais e pela ascendência nas decisões de seu partido. Sarney vai gerir um orçamento de R$ 2,7 bilhões.

(*Com informações da Reuters e reportagem de Carol Pires)

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