Popó filia-se ao PRB e lança candidatura à Câmara

O ex-boxeador Acelino Freitas, o Popó, e seu empresário, Josafá Santos, assinaram na manhã desta terça-feira suas filiações ao Partido Republicano Brasileiro (PRB). Popó anunciou que vai ser candidato a deputado federal pela Bahia.

Agência Estado |

"Representar nosso Estado vai ser mais uma vitória na minha carreira", afirmou. A filiação de Popó deixou eufóricos os principais dirigentes do partido no Estado. "Ele vai ser o deputado mais votado da história da Bahia", aposta Átila Brandão, terceiro colocado na disputa pelo governo baiano em 2006, vencida por Jaques Wagner (PT). "Se ele aparecer na TV com calção, sapatilha, luvas e cinturão e disser 'vou brigar por você', quem não vai querer votar nele?"

O presidente da legenda no Estado, Sidelvan Nóbrega, considera que, com o apoio do ex-boxeador, o partido ganha força para pleitear a indicação do vice-governador na chapa de Wagner, que vai disputar a reeleição. O atual vice, Edmundo Pereira, é do PMDB, partido que deixou o governo baiano no início de agosto para lançar a pré-candidatura do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, ao executivo estadual.

Popó está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Salvador, suspeito de ter envolvimento em um assassinato e uma tentativa de homicídio ocorridos no dia 9. As vítimas foram o namorado de uma sobrinha do ex-boxeador, Jonatas Almeida, de 22 anos, e um amigo dele, Moisés Magalhães Pinheiro, de 28. Almeida sobreviveu ao ataque de dois homens armados e acusou Popó de ser o mandante, por causa da relação que mantinha com a familiar dele, uma adolescente de 17 anos. Duas horas antes do crime, Popó havia ido à casa de Almeida buscar a sobrinha, a pedido dos pais dela.

Sobre a acusação, o ex-pugilista alegou que é o resultado de ele "ser muito família". Ele também reclamou dos repórteres que cobrem o caso, dizendo que foi tratado "de forma grosseira". Na quinta-feira passada, o Popó prestou depoimento e alegou inocência. A delegada que conduz a investigação, Francineide Moura, diz ainda não ter nenhuma prova que justifique uma acusação formal contra ele.

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