Políticos pressionam votação de PEC que aumenta número de vereadores

BRASÍLIA ¿ A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos vereadores atraiu a presença de centenas de vereadores e suplentes na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira. A decisão só sai se a pauta do plenário da Casa for desobstruída.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

No início da tarde, houve um princípio de tumulto, mas ninguém se feriu nem foi preso. A maioria vereadores usava um adesivo colado sobre os paletós pedindo o apoio dos deputados para que votem no SIM, pela aprovação da PEC.

O texto propõe o aumento de vereadores: dos atuais 51.748 para 59.791. Ele entraria em vigor, logo que a PEC fosse promulgada, o que permitiria a posse de cerca de oito mil suplentes.

Segundo o presidente da Frente Legislativa Brasileira (FLB) e suplente do município de Nova Gama de Goiás, Amauri Rodrigues dos Santos, os suplentes trabalham na defesa da matéria desde 2005. Enquanto os vereadores não querem o corte de gastos, nós [os suplentes] queremos sim a redução dos gastos e também defendemos a recomposição do número de vereadores por município, de acordo com o número de habitantes, afirmou. 

A recomendação do relator da proposta, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), é de que a aprovação das propostas seja feita sem alterações. O tema é dividido em duas PEC, a 336/09 que permite o aumento do número de vereadores e a 379/09 que impõe regras de redução de despesas nas Assembléias Legislativas, que ficaria em cerca de R$ 1,4 bilhão.

Mais protesto

O primeiro suplente do município baiano de Itiúba, Aroldo Pinto de Azeredo, faz greve de fome desde a manhã desta terça-feira. Em nota, Azeredo anunciou que (...) na incerteza de aprovação da PEC dos vereadores na câmara dos deputados venho comunicar que estou retomando meu ato de greve de fome a partir das 10h do dia 8 de setembro de 2009, terça-feira, e somente suspenderei a greve com a aprovação das PECs 336 e 379.

Esta é a terceira vez que Aroldo utiliza a greve de fome como forma de manifestação. A última foi em maio passado, quando Azeredo pressionava os senadores para votarem a mesma PEC.

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