Política externa saiu da toca, afirma Celso Amorim

BRASÍLIA - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta terça-feira que foi no governo Lula que a política externa do País ¿saiu da toca¿. Segundo ele, a política externa do governo Lula contribui para os negócios, para evitar as crises e para a criação da preservação da paz.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

A paz é algo que vem de graça, porque felizmente vivemos em um continente, relativamente, pacífico. A paz no mundo é algo indivisível e de uma forma ou de outra se houver conflitos nós acabamos sendo contaminados, disse Amorim.

O ministro Amorim ressaltou ainda que o governo brasileiro não tem obsessão para entrar no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). A mídia brasileira diz que nós temos obsessão para entrar no Conselho de Segurança, mas quem tem obsessão é ela, porque sempre vê em qualquer ação externa do Brasil esse fato, disse Amorim. Ele acrescentou que o Brasil tem essa aspiração, mas não é nenhuma obsessão. O Brasil agiria no combate aos conflitos com ou sem o processo de reforma do Conselho.

Celso Amorim participa da primeira reunião plenária no ano do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Conselho de Segurança da ONU

O Conselho de Segurança das Nações Unidas é um órgão das Nações Unidas composto por 15 membros, sendo 5 membros permanentes: os Estados Unidos, a França, o Reino Unido, a Rússia e a República Popular da China, sendo que cada um destes membros tem direito de veto. Os outros 10 membros são rotativos e têm mandatos de 2 anos.

O órgão tem o poder de autorizar uma intervenção militar em algum país. Todos os conflitos e crises políticas do mundo são tratados pelo conselho, para que haja intervenções militares ou missões de paz.

Atualmente a ONU passa por um processo de Reforma, oficialmente iniciado pelo ex-secretário geral Kofi Annan (atualmente o secretário geral da onu é o sul-coreano Ban Ki-moon) com In Larger Freedom. Existem discussões sobre a reformulação do Conselho de Segurança, que apresenta um desequilíbrio em seus membros na nova ordem mundial.

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