Política de enfrentamento continuará no RJ, diz Cabral

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), justificou os confrontos da Polícia Militar com traficantes de drogas de morros do Leme e de Copacabana, na zona sul, afirmando que não há pacto com crime organizado no seu governo e que a política de enfrentamento continuará a ser adotada. A tranqüilidade é que permitiu a expansão do crime organizado no Rio.

Agência Estado |

Vamos ter de enfrentar o crime organizado para ter tranqüilidade verdadeira. A tranqüilidade de pacto com o crime organizado não vale para mim." Hoje, três supostos traficantes e um morador de rua morreram durante confrontos com a polícia em diferentes pontos da cidade.

Dois traficantes, segundo a polícia, morreram após serem baleados em operação do 14º Batalhão de Polícia Militar na favela da Coréia, em Senador Camará, zona oeste do Rio. Eles chegaram a ser atendidos no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiram aos ferimentos. No Jacarezinho, zona norte do Rio, um homem que seria morador de rua morreu ao ser atingido por bala perdida em tiroteio entre PMs e traficantes. À tarde, no morro dos Macacos (zona norte), um homem, que segundo a polícia também seria traficante, morreu na troca de tiros com policiais.

A madrugada de hoje foi tensa também no Leme, na zona sul do Rio, onde intensos tiroteios assustam moradores há mais de uma semana. O policiamento foi reforçado durante o dia. Quando indagado sobre os conflitos no bairro, pela manhã, o governador começou a entrevista cantando a letra de "Do Leme ao Pontal", música de Tim Maia: "Do Leme ao Pontal. Não há nada igual. Tomo guaraná, suco de caju, goiabada para sobremesa", disse o governador. E, em seguida, afirmou que manterá a política de enfrentamento. "Não vamos deixar de fazer o nosso dever de casa."

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