Policiamento é reforçado na favela Paraisópolis, em São Paulo

SÃO PAULO - A Polícia Militar (PM) reforça nesta quarta-feira o efetivo nas principais entradas e saídas da Favela Paraisópolis, na região do Morumbi, zona sul da capital paulista. A operação agora conta com 400 policiais militares, 20 cavalos, quatro cães, cerca de 100 viaturas e um helicóptero. Policiais da Tropa de Choque também participam da ação.

Redação com Agência Estado |

A intenção da PM é manter um efetivo reforçado na favela até que sejam detidos os responsáveis pelo tumulto, arrastões e tiros disparados contra policiais militares entre o final da tarde e a noite de segunda-feira. O saldo dos confrontos foi de seis pessoas feridas, sendo dois moradores e quatro policiais militares.

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Polícia Militar reforça efetivo na favela buscando culpados por protestos

"Ficaremos com estas unidades aqui o tempo necessário, até que seja esclarecida a autoria dos diversos crimes, tanto de dano ao patrimônio como também de tentativa de homicídio aos policiais, e eventualmente formação de quadrilha", disse o secretário de  Segurança Pública do Estado de São Paulo, Ronaldo Marzagão.

Balas de borracha

O secretário ressaltou ainda a ação dos policiais que mesmo sendo alvejados com munição letal, responderam com balas de borracha. "Os policiais que receberam tiros reais responderam com balas de borracha, pois tiveram a frieza e a formação profissional necessária para não prejudicar a população, pois o local tem muitas crianças e cidadãos de bem. Se o Estado tivesse uma resposta também violenta e inconsequente, a situação seria irreversível", completou.

Câmeras espalhadas pela avenida Giovanni Gronchi, na entrada da favela, podem ajudar na identificação dos autores da manifestação. O secretário esteve reunido com o delegado geral da Polícia Civil, Mauricio José Lemos Freire, discutindo estratégias de atuação no local.

Aulas suspensas e trânsito desviado

As aulas de três escolas próximas à favela foram suspensas : Centro de Educação Infantil (CEI) de Paraisópolis, CEI Santa Escolástica e CEI Lina Rodrigues. As aulas devem ser retomadas nesta quarta-feira.

O tráfego pelas ruas da favela também foi modificado após o conflito. O trânsito permanece bloqueado na região, entre as ruas Dr. Francisco Tomas de Carvalho e Dr. Flávio Américo Maurano, que fazem a ligação entre as avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi. A alternativa para o motorista é seguir pela Giovanni Gronchi.


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