Policial Federal é condenado à prisão por vazar informações sobre operação em SP

SÃO PAULO - O policial federal Celso Ferreira, o técnico Mohamed Nasser Abucarma e o empresário Sidnei Vito Luisi foram condenados à prisão na quinta-feira (24) pelo juiz federal substituto Renato Câmara Nigro, da 3ª Vara Federal de Marília/SP. Os réus fazem parte da chamada ¿Operação Oeste¿, deflagrada pela Polícia Federal há um ano. Adagoberto José Teixeira, ex-policial civil, outro acusado, morreu.

Redação |

A ação penal foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF) que requeria a condenação dos condenados pela prática dos crimes de interceptação telefônica clandestina, corrupção passiva, violação de segredo funcional e corrupção ativa.

O ex-policial civil Adagoberto José Teixeira procurava o empresário Sidnei Vito Luisi, principalmente através de ligações telefônicas, na tentativa de vender informações privilegiadas sobre uma operação da PF contra sonegação fiscal e adulteração na comercialização de combustíveis que estava em andamento e que teria como alvo, dentre outros, sua empresa, do ramo de combustíveis (Atlas Distribuidora de Petróleo Ltda.).

Celso Ferreira, policial federal, permitiu o acesso às informações da operação. Com o objetivo de negociá-las, Celso desenvolveu tratos com o ex-policial civil Adagoberto José Teixeira e também diretamente com o empresário Sidnei Vito Luisi, interessado nas informações.

Celso e Adagoberto utilizaram os conhecimentos técnicos de Mohamed Nasser Abucarma para realizar grampos nos telefones de Sidnei Luisi, como forma de chantageá-lo.

Para o juiz Renato Nigro, o conjunto de provas é rígido e elucidativo, pois demonstra os esforços entre Mohamed, Adagoberto e Celso para a prática de quebra de dados sigilosos, violação de sigilo funcional e corrupções para a obtenção de vantagem junto ao empresário do setor de combustíveis.

Condenações

Celso Ferreira foi condenado por interceptação telefônica clandestina, corrupção passiva e violação de segredo funcional a dez anos e oito meses de reclusão em regime fechado e ao pagamento de 30 dias-multa, além da perda do cargo público ou a cassação de aposentadoria.

Mohamed Nasser Abucarma foi condenado por interceptação telefônica clandestina e continuidade delitiva por três anos e seis meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente no regime aberto e ao pagamento de 15 dias-multa.

Sidnei Vito Luisi foi condenado por corrupção ativa e continuidade delitiva a dois anos e quatro meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente no regime aberto e o pagamento de 15 dias-multa.

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