Policial acusado de matar Daniel Duque vai responder processo em liberdade

RIO DE JANEIRO ¿ O policial militar Marcos Parreira do Carmo, acusado de matar o jovem Daniel Duque na porta da boate Baronetti, em Ipanema, zona Sul do Rio, no último dia 28, vai responder o processo em liberdade. No depoimento prestado nesta segunda-feira no Tribunal de Justiça do Rio, o PM se defendeu das acusações e reafirmou que o tiro que matou Daniel foi acidental.

Redação |

Marcos foi denunciado pela Promotoria de Justiça por homicídio com dolo eventual, que se caracteriza quando o autor do crime se responsabiliza por seus atos. O juiz Sidney Rosa da Silva, do 3º Tribunal do Júri do Rio, decretou a revogação da prisão do policial, alegando que ela seria ilegal. Segundo o juiz, é necessário que se analise como foi feita a prisão.

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Daniel Duque, 18
"A prisão em flagrante pode ocorrer em quatro hipóteses dentro da Lei Processual Penal. Dos autos se tem que a prisão do réu não se deu em nenhuma delas. Observe-se que o fato ocorreu por volta das 5h, e o ato de prisão somente foi lavrado à noite. Desta forma, a prisão do réu é inteiramente ilegal", afirmou.

O juiz explicou também porque não concedeu a prisão preventiva. "Para a prisão cautelar ser concedida, mister se faz a indicação de fatos concretos de que o réu ou indiciado, em liberdade, poderá frustrar de forma ilícita a atividade jurisdicional. O réu é primário, não possui maus antecedentes, tem residência fixa, emprego estável, não havendo, portanto, motivos a ensejar a custódia cautelar", ressaltou o magistrado.

No dia do crime, Marcos fazia a segurança pessoal de Pedro Velasco, filho da promotora Márcia Velasco. O PM confirmou em seu depoimento que ele e Pedro teriam chegado à boate às 3h30, onde permaneceram até as 5h20 da manhã com mais três pessoas, entre elas o jogador do Botafogo Diguinho. Segundo Marcos, todos se preparavam para ir embora quando surgiu Bruno, amigo de Pedro, acompanhado de uma mulher. O casal estaria sendo perseguido por um grupo de cerca de 10 a 12 pessoas.

Marcos, então, teria gritado para que todos entrassem no carro e, para afugentar o bando, efetuou dois disparos para o alto. De acordo com o policial, ao olhar para trás para verificar se Pedro já se encontrava no interior do veículo, Daniel se aproximou e segurou sua arma. O PM afirmou que, nesse momento, a pistola teria disparado.

O caso

Segundo testemunhas, Daniel Duque Pittman, de 18 anos, estava comemorando o aniversário de

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Daniel foi morto na porta da boate
um amigo na boate Baronetti, em Ipanema, zona Sul do Rio. O jovem saiu por volta das cinco da manhã acompanhado de dois amigos. Ele teria seguido na frente com um dos amigos e se envolveu em uma briga com um grupo rival.

No meio da confusão estava Pedro Velasco, filho da promotora do MPE, Márcia Velasco. Para desfazer a confusão, o segurança dele, o policial militar Marcos Parreira do Carmo, deu dois tiros para o alto.

Segundo as investigações, durante a briga, Daniel tentou tirar a arma do PM que acabou efetuando mais um disparo que acertou o jovem. A vítima foi levada às pressas para o Hospital Copa D´or, em Copacabana, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. 

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