Policial acusado de chacina no Rio é segurança do governador

Um segurança da família do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) foi identificado como um dos dois homens presos e acusados da chacina ocorrida ontem à tarde na Ilha de Guaratiba, na zona oeste do Rio. O PM responderá a inquérito administrativo e a inquérito policial-militar (IPM), segundo informou em nota o governador.

Agência Estado |

No crime, possivelmente ligado a uma disputa entre milícias (quadrilhas de policiais que exploram comunidades pobres), quatro pessoas foram assassinadas a tiros.

Em nota divulgada à imprensa pelo Palácio Guanabara, Cabral anunciou o "máximo da punição", que poderá culminar na expulsão do cabo. "Não devemos ter receio nenhum", afirmou. "No entender do nosso governo, policial bandido é o que há de pior".

Além do segurança da família do governador foi detido o irmão do acusado, que também é policial militar. Com os dois, foram encontradas armas sujas de sangue. A polícia investiga se os dois irmãos estavam envolvidos em uma disputa pela exploração da TV a cabo clandestina ou se reagiram à cobrança pelo "serviço".

As vítimas - dois homens e duas mulheres - foram mortas com tiros na cabeça disparados a curta distância. Com as vítimas foram encontrados dinheiro e fichas de cobrança de TV a cabo clandestina.

Segundo a PM, uma pessoa foi ferida durante a chacina, mas sobreviveu, depois de correr para um terreno baldio na região, se jogar no chão e fingir-se de morta. Ela foi levada para o Hospital Estadual Rocha Faria e liberada. Moradores da região que viram o crime alertaram uma patrulha da própria PM, que flagrou os policiais saindo de um terreno e os prendeu.

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