RIO DE JANEIRO ¿ O policial militar suspeito de ter participado do assassinato de quatro pessoas no último sábado na Ilha de Guaratiba, na zona oeste do Rio, já estava sendo investigado por possível participação em outros crimes, segundo informou nesta terça-feira a 43ª DP (Guaratiba). O cabo Emerson Meirelles fazia a segurança http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/08/23/policial+acusado+de+chacina+e+seguranca+do+governador+8051943.html target=_topde familiares do governador Sérgio Cabral.

De acordo com a polícia, a chacina pode estar ligada a uma disputa entre milícias [grupos paramilitares que exploram comunidades pobres] da região. Segundo as investigações, Emerson e o irmão, o cabo Cleiton, estariam envolvidos em uma disputa pela exploração de TV a cabo clandestina.

Na segunda-feira, as armas dos dois policiais foram encaminhadas para perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Os peritos vão avaliar se as balas encontradas nos corpos das vítimas são compatíveis com as armas dos PMs. O laudo deve ficar pronto em aproximadamente sete dias.

Os cabos Emerson e Cleiton estão presos no Batalhão Especial Prisional, em Benfica, na zona norte do Rio. Se forem considerados culpados pelos assassinatos, os PMs poderão pegar até 30 anos de prisão.

Chacina

Quatro pessoas foram mortas ¿ dois homens e duas mulheres ¿ na tarde do último sábado na Ilha de Guaratiba. De acordo com a polícia, as vítimas foram assassinadas com tiros na cabeça disparados a curta distância. Com as vítimas foram encontrados dinheiro e fichas de cobrança de TV a cabo clandestina.

Segundo a PM, uma quinta pessoa foi ferida durante a chacina, mas sobreviveu, depois de correr para um terreno baldio na região, se jogar no chão e fingir-se de morta. Ela foi levada para o Hospital Estadual Rocha Faria e liberada. Moradores da região que viram o crime alertaram uma patrulha da própria PM, que flagrou os policiais saindo de um terreno e os prendeu.

Um dos policiais presos foi identificado como um segurança da família do governador do Rio, Sérgio Cabral. Os agentes foram presos e irão responder a inquérito administrativo e a inquérito policial militar. Com eles foram encontradas armas sujas de sangue.

Em nota divulgada à imprensa pelo Palácio Guanabara, Sérgio Cabral anunciou o máximo da punição, que poderá culminar na expulsão do cabo Emerson Meirelles, que fazia a segurança de sua família. Não devemos ter receio nenhum, afirmou. No entender do nosso governo, policial bandido é o que há de pior.

*com informações da Agência Estado

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