Policiais Militares do Rio fazem exercício de manuseio de armas não letais

RIO DE JANEIRO ¿ Policiais dos Grupos de Ações Táticas (GAT) do 3º BPM (Méier) e do 22º BPM (Benfica) e uma equipe da Ronda Ostensiva Nazareth Cerqueira (Ronac) participaram nesta quarta-feira de um treinamento para manuseio de armas não letais. Vinte e cinco agentes fizeram os exercícios no Batalhão de Choque da PM.

Redação |

Luiza Reis
Kits serão entregues aos 19 batalhões operacionais
O treinamento, que até agora era exclusivo dos policiais do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), consiste de três módulos - dois teóricos e um prático. Eles incluem um curso gradual seletivo da força e manuseio das granadas e das munições de impacto controlado.

"Estamos agora intensificando esse treinamento com as demais unidades da Polícia Militar da capital. Nos cursos de formação, os policiais têm contato com armas não letais, mas com a intensificação dos treinamentos que ora se iniciam pretendemos atender a uma demanda social de diminuição do alto índice de letalidade existente atualmente", explicou o comandante geral da PM, coronel Gilson Pitta.

Depois de treinados, os batalhões operacionais da Polícia Militar recebem um kit com 86 equipamentos não letais para ser usado no policiamento ostensivo. Cada maleta contém munições de impacto controlado (balas de borracha), granadas e sprays de pimenta.

Segundo o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, inicialmente o kit será usado pelos policiais do Grupo de Ações Táticas

Luiza Reis
Beltrame e o coronel Gilson Pitta no treinamento
(GAT) dos batalhões cariocas, mas, a partir de agosto, os GATs dos demais batalhões da Região Metropolitana do Rio receberão os mesmos kits. Todos os policiais envolvidos irão receber treinamento para o uso adequado dos equipamentos, ministrado por oficiais do Batalhão de Choque da Polícia.

Beltrame explicou que esses equipamentos serão usados especialmente nas ações de contato mais próximo da pessoa a ser abordada, e não em operações em favelas.

As incursões em áreas que a polícia considera conflagrada, desde que assumi a secretaria, são planejadas e maciças. São situações diferentes de uma abordagem rotineira, concluiu o secretário.

Oficiais das unidades da PM também estão recebendo treinamento especial de abordagem a veículos, ministrado por oficiais do Bope. Eles serão multiplicadores dessas orientações para suas tropas.

Veja também:

Leia mais sobre: Polícia Militar

    Leia tudo sobre: cursopmpolícia militarrio

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG