Policiais mantêm greve e convocam paralisação nacional para segunda-feira

SÃO PAULO - Em greve há 37 dias, policiais civis do Estado de São Paulo ocuparam na tarde desta quinta-feira o plenário da Assémbleia Legislativa paulista com o objetivo de reivindicar alterações na proposta de reajuste enviada pelo governador José Serra. Revoltado com a oferta do governo, o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, José Martins Leal, confirmou que a paralisação nacional será realizada na próxima segunda-feira (29), na Praça da Sé, em São Paulo, a partir das 14h.

Carolina Garcia, do Último Segundo |

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A greve continua por tempo indeterminado. O caso só será dado como concluído após o Governo aprovar nossas emendas. Assim, entraremos em estado de greve para depois terminarmos a paralisação, explicou Leal.  O presidente disse ainda que os projetos apresentados não são considerados como proposta, mas sim uma imposição do Governo.

A presença dos manifestantes na Assembléia gerou tensão entre os deputados governamentais e de oposição. A questão do reajuste salarial foi o ponto mais questionado pelos oposicionistas. O projeto apresentado na última semana pelo Governo prevê um reajuste salarial de 6,5% em janeiro de 2009 e, um segundo, de 6,5% em janeiro de 2010.

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Em greve, policiais civis acompanham plenário na Assembléia nesta quarta

O líder da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT), Roberto Felicio, afirmou que irá apresentar emendas que propõe o reajuste desejado pela categoria, que é de 15%, para março deste ano. Além de mais 12% em janeiro e julho de 2009. Segundo ele, o percentual que deve ser aceito é o dos policiais e não do Governo.

Já o deputado e líder do Governo no legislativo paulista, Barros Munhoz, garante que a proposta enviada é infinitamente melhor para a classe, e que não há possibilidade de haver um  reajuste superior. O governador [José] Serra é um homem estadista e faz o máximo que ele pode (...). Entendemos que a proposta não é perfeita, mas nós defendemos o projeto como ele está. 

Enquanto o líder da bancada do Governo discursava, os manifestantes presentes na sessão reagiram negativamente com vaias e ficaram de costas para Munhoz. Essa reação fez com que o presidente da Casa, Vaz de Lima, suspendesse a plenária por três minutos.

Audiência pública

A pedido da bancada oposicionista, os deputados decidiram marcar  uma audiência pública na próxima quinta-feira (30). O encontro contará com a presença de parlamentares e de representantes da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

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