Categoria reivindica a restruturação de algumas carreiras

Servidores da Polícia Federal (PF) de todo o país realizam nesta quarta-feira uma paralisação de 24 horas. A ação tem o objetivo de exigir do governo a restruturação de algumas carreiras da categoria.

De acordo com a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), a mobilização envolve, principalmente, agentes da PF, escrivães e papiloscopistas (profissionais que trabalham na identificação por impressão digital). Esses servidores são cerca de 9 mil e representam 65% dos funcionários da Polícia Federal.

“Esses funcionários ficaram para trás”, disse o presidente da Fenapef, Marcos Vinicius Wink. “Como na PF existem os delegados e peritos que recebem um bom salário, o governo esqueceu de estruturar a carreira de outros servidores.”

Segundo a federação, essas três categorias têm salário líquido inicial de aproximadamente R$ 5 mil. Em 12 anos, esses servidores atingem o nível máximo previsto no atual plano de carreiras da PF e passam a receber R$ 11,5 mil. A intenção dos sindicatos é pressionar o governo para que sejam criadas novas promoções a fim de que o servidor possa buscar aumentos até sua aposentadoria.

Wink explicou que a paralisação de hoje deve afetar processos de investigação e procedimentos administrativos realizados pela PF, como a concessão de porte de armas e o registro de empresas de segurança particular. Serviços emergenciais e que envolvem a segurança serão mantidos.

A emissão de passaportes e a fiscalização em aeroportos serão realizadas em operação padrão, ou seja, com um número reduzido de servidores. “Não queremos prejudicar a sociedade, mas temos que chamar a atenção do governo.”

Esta é a segunda paralisação dos servidores da PF neste ano. No final de abril, os funcionários da corporação também pararam em busca da restruturação de suas carreiras. A PF não se pronunciou sobre a greve nem deu mais informações sobre o atendimento à população nesta quarta-feira.

O Ministério do Planejamento informou que vem negociando com os servidores. Afirmou, porém, que há um posicionamento claro do governo federal de que nenhum reajuste será concedido a servidores neste ano, tampouco serão firmados compromissos para os anos seguintes.

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