Policiais federais de São Paulo aderem à greve da categoria

SÃO PAULO - Cerca de 70% dos policiais federais de São Paulo aderiram à greve que a categoria promove nesta quarta-feira em vários Estados do País. O número foi informado por Francisco Carlos Sabino, vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Civis e Federais do Departamento de Polícia Federal no estado de São Paulo (Sindpolf-SP). Os policiais decidiram fazer uma paralisação de 24 horas para manifestar sua oposição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 549/2006, que equipararia o salário dos delegados da Polícia Federal ao de um procurador.

Redação com agências |

Acordo Ortográfico  De acordo com Sabino, nesta quarta houve suspensão da emissão de passaportes e de certificados de porte de armas, que só foram realizados em caso de urgência. Também houve, segundo ele, uma operação padrão nos aeroportos.

Segundo a assessoria de imprensa da Superintendência da PF em São Paulo, o atendimento no local foi normal, inclusive na emissão de passaportes. No aeroporto de Congonhas, a assessoria de imprensa informou que não houve operação padrão da Polícia Federal. Já no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), a assessoria informou que a operação padrão da Polícia Federal não afetou o funcionamento do aeroporto.

O serviço de atendimento ao público, como interrogatórios, concessão de porte de arma, atendimento a estrangeiros, controle de empresas de vigilância, bancos e produtos químicos e emissão de passaporte devem ser suspensos. Apenas os atendimentos de urgência estão sendo efetuados, de acordo com a assessoria da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).

Greve pelo País

A paralisação teve início às 8 horas e atinge os Estados da Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo, de acordo com a Fenapef, que ainda não tinha informações sobre a paralisação nos Estados do Norte e Nordeste.

Somos contra a PEC 549, que transforma o delegado em carreira jurídica tal como um procurador ou juiz. Somos da carreira policial. Polícia é polícia. Se eles [delegados] quiserem, que façam concurso para outra carreira. Eles querem ganhar mais poder e salário, disse Sabino.

O presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Federal, Amaury Portugal, disse que os delegados da Polícia Federal não entraram em greve e estão trabalhando normalmente. À Agência Brasil, Portugal criticou a greve, chamando-a de absurda. Se fosse uma greve por aumento salarial, tudo bem. Mas fazer greve para tirar dos delegados a independência na investigação policial é absurdo, disse ele.

Protestos

Os protestos desta quarta devem trazer, ainda, outras reivindicações das polícias. O presidente da Fenapef, Marcos Vinicius Wink, destaca que devem ser buscadas mudanças radicais no sistemas de segurança brasileiro - como novos métodos de investigação, carreira estruturada e desburocratização de alguns processos.

"Queremos um novo modelo de polícia e de investigação", disse. Segundo ele, a aprovação da PEC ampliaria a diferença salarial entre os delegados e os demais servidores da polícia.

*(Com informações da Agência Brasil e AE)

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