RIO DE JANEIRO - Um grupo de policiais realizava um churrasco no mesmo terreno onde fica o prédio das delegacias que pegaram fogo na noite desta quinta-feira, no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, porém, ainda não há como relacionar o churrasco à ocorrência.

O fogo destruiu todas as instalações da Delegacia de Repressão a Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), responsável pelo combate à pirataria no Rio de Janeiro, localizada no Largo da Cancela, em São Cristóvão, zona norte da cidade. Ninguém ficou ferido, segundo a polícia.

No mesmo prédio, funcionam a Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD), que vem investigando os ataques aos trens da Supervia ocorridos na semana passada, e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). Segundo a Polícia Civil, o fogo também atingiu a DDSD, mas apenas parcialmente. A delegacia do Meio Ambiente ficou intacta.

Segundo a polícia, uma perícia foi realizada na manhã desta sexta-feira para apurar as causas do incêndio.

A hipótese mais provável é a de que tenha ocorrido um curto-circuito em um depósito que continha material altamente inflamável. "Tudo leva crer, segundo as informações preliminares que temos, que pode ter ocorrido um curto-circuito. A delegacia tinha um número muito grande de mercadoria apreendida. As instalações são antigas", afirmou o delegado Carlos Oliveira, subchefe operacional da Polícia Civil, em entrevista à rádio "CBN".

Oliveira descartou ainda qualquer relação entre o churrasco dos investigadores com o fogo. "Sem a menor possibilidade. Eles estavam a 50 ou 60 metros do local. Inclusive viram onde começou o incêndio", acrescentou.

De acordo com a polícia, o laudo com as causas do incêndio deve ser concluído entre uma semana e quinze dias.

Não se sabe ainda se algum documento do inquérito que apura o ocorrido com os trens da Supervia foi destruído. Bombeiros de Benfica utilizaram três caminhões com água para controlar as chamas.

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