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Policiais em greve fazem novo protesto em São Paulo e Exército entra em alerta

Policiais civis de São Paulo, em greve há 37 dias, realizam manifestação em frente ao prédio da Assembléia Legislativa, desde as 14h desta quinta-feira. Segundo informações do diretor do Sindicato dos Investigadores, Wagner Nunes Leite Gonçalves, são esperados cerca de mil policiais. Até o momento, porém, segundo apurou a reportagem do Último Segundo, cerca de 200 grevistas estão no local. O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, participa do protesto. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/17/cronologia_da_paralisacao_da_policia_civil_de_sao_paulo_2053555.html target=_topVeja cronologia da greve da Polícia Civil de SP

Carolina Garcia, do Último Segundo |

Acordo Ortográfico

Na quarta-feira, as entidades de classe, incluindo a Associação dos Delegados, recuaram, depois de acenar com o fim da greve, e decidiram manter a paralisação. Os dirigentes negam interesse eleitoral na decisão e afirmam que a prova disso é o fato de terem marcado a maior manifestação da categoria para segunda-feira, na Praça da Sé, centro de São Paulo, um dia depois das eleições municipais.

O Comando do Exército, de acordo com o "Jornal da Tarde", afirma ter sido procurado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), que temeria um novo confronto. A secretaria, porém, não confirma o pedido. "Vamos desarmados, não queremos confronto, mas que os deputados ouçam as nossas reivindicações. Eles estão fechando Orçamento. Queremos pedir mais atenção às polícias", disse Gonçalves. Até o momento, o Exército não se encontra no local.

Na semana passada, representantes das polícias militar e civil se enfrentaram nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes. No confronto, 24 pessoas ficaram feridas.

Neste momento, parte dos grevistas está no Plenário, com faixas, e é recebida por deputados.

24 horas depois

A Secretaria de Gestão Pública lamentou a intransigência das entidades e diz que o assunto deve ser discutido agora no Legislativo, para onde foi encaminhado um projeto de lei com os reajustes.

AE
Confronto entre policiais na semana passada
Confronto entre policiais na semana passada
O que mudou o cenário, 24 horas depois da reunião com o delegado-geral, Maurício Lemos Freire, foi, segundo as entidades, uma leitura atenta dos três projetos enviados à Assembléia. "Quem tiver promoção ganhará um bom aumento, mas a maioria terá pouco e haverá ainda os que vão ganhar menos", diz o delegado André Dahmer, da Associação dos Delegados.

Ele cita os agentes que ganham vale-refeição. Com o aumento de 6,5% prometido pelo governo no salário-base, receberiam R$ 60 a mais. Com isso, o salário deles ultrapassaria o teto estabelecido para o pagamento do benefício. "O governo dá R$ 60 e retira R$ 90. No fim, ele vai ganhar menos R$ 30. Assim não dá."

Os delegados disseram que os projetos reservam surpresas como o fim da fiscalização exercida pela Ordem dos Advogados do Brasil nos concursos para delegado. "A questão não é só financeira, mas de dignidade. Retirar a OAB é abrir caminho para ingerências estranhas no concurso. Ninguém havia pedido isso. Por que o governo fez? Faltou diálogo", diz Dahmer, que nega que a mudança de posição da Associação dos Delegados, que se mostrava anteontem favorável ao fim da greve, tenha relação com as eleições municipais de domingo.

Os líderes das entidades se reuniram ontem e chegaram ao consenso de que a paralisação deve continuar. Anteontem, o governo anunciara o envio dos projetos à Assembléia. Pelas propostas, a polícia teria um reajuste de 6,5% no salário base em 2009 e outro de 6,5%, em 2010. Além disso, haveria cerca de 16 mil promoções - há 35 mil policiais civis no Estado -, por meio da extinção da 5ª classe e da transformação da 4ª classe em estágio probatório. A aposentadoria especial seria restabelecida.

Veja imagens do confronto da semana passada:

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