Os policiais militares de Santa Catarina suspenderam temporariamente a mobilização iniciada na última segunda-feira por melhores salários. Em nota divulgada hoje, a Associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc) diz que estão suspensas as operações de aquartelamento e permanência nas entradas dos quartéis até 7 de janeiro. Depois dessa data, e dependendo da posição do governo, poderemos voltar a nos mobilizar a qualquer momento, diz o texto.

A Aprasc diz ter optado pela suspensão para não prolongar o sacrifício das mulheres e homens mobilizados e para evitar um sacrifício maior da população. "Queremos evitar a generalização da barbárie provocada pela falta de policiamento, pois a nossa sociedade não merece sofrer mais do que sofre pela irresponsabilidade dos governantes", diz o texto, após relatar que a associação tomou conhecimento de "episódios de barbárie" na Grande Florianópolis, na região de Balneário Camboriú e na região do Grande Oeste.

Na sexta-feira, o governo do Estado pediu ao Ministério da Justiça o envio de tropas da Força Nacional de Segurança para reforçar o policiamento. A associação criticou a iniciativa. "Os 160 policiais da Força Nacional de Segurança seriam insuficientes para policiar uma única das grandes cidades que estavam paralisadas, e sua vinda para Santa Catarina representa apenas mais uma peça de propaganda do governo do Estado, pois seria inócua sua presença caso continuássemos o movimento", rebate a associação na nota.

De acordo com o texto, assinado pelo segundo tenente RR Amauri Soares, presidente interino da Aprasc, os policiais tentaram na véspera de Natal negociar pontos específicos com o secretário de Estado da Segurança Pública, deputado Ronaldo Benedet, e com o Comandante Geral da PM, coronel Eliésio Rodrigues. Mas, na visão dos policiais, não houve avanços. Segundo a associação, o governador Luiz Henrique sancionou há mais de cinco anos a lei salarial dos policiais, bombeiros e agentes prisionais (Lei 254/03), mas os salários estão congelados há três anos.

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