Policiais de MS são presos em operação contra exploração ilegal de madeira

CAMPO GRANDE - Cinco agentes da Polícia Rodoviária Federal da delegacia de Paranaíba, em Mato Grosso do Sul, foram presos nesta terça-feira por envolvimento com uma quadrilha envolvida com exploração ilegal de carvão de vegetação nativa usado para abastecer siderúrgicas de Minas Gerais e São. Junto com a Polícia Federal (PF), a PRF deflagrou a Operação Diamante Negro, que deve cumprir 34 mandados de prisão temporária e 5 mandados de busca e apreensão nos Estados de Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais e São Paulo.

Redação |

Foram presos os policiais rodoviários Ives Quirino Diniz, Carmelito Pereira do Nascimento, Marco Antônio Rodrigues de Miranda, Sidenilto Correia de Paula e Wanderlilton da Suilva Araujo. Eles serão indiciados por formação de quadrilha, corrupção passiva, facilitação de contrabando e descaminho, prevaricação, concussão e peculato. Outros oito policiais rodoviários também serão indiciados pelos mesmos crimes.

Há cerca de um ano, a corregedoria da PRF recebeu denúncias de que policiais da 9ª Delegacia, em Paranaíba, na divisa do Mato Grosso do Sul com São Paulo, Minas Gerais e Goiás, estariam envolvidos em atos de corrupção. A investigação interna da Polícia Rodoviária Federal revelou que o esquema era muito maior e envolvia, além dos policiais rodoviários, outros servidores públicos federais e estaduais, além de empresários.

De acordo com a investigação preliminar da PRF, os policiais facilitavam a passagem de caminhões carregados com carvão mineral (daí o nome da operação), resultado da extração ilegal de madeira nativa da região. O carvão abastecia siderúrgicas de Minas Gerais e São Paulo. Além do crime ambiental, os veículos circulavam com excesso de peso.

Segundo informações da PF, a quadrilha arregimentava mão de obra barata, incluindo menores, sob o pretexto de realizar uma limpeza de pastos em fazendas e, na verdade, instalava carvoarias clandestinas, devastando a madeira nativa, inclusive em áreas de preservação ambienta. A madeira era transformada em carvão vegetal. A venda e o transporte eram feitos com a conivência de servidores públicos das cidades de Paranaíba e Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.

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