Grupo armado não deve fazer greve, defende presidente do Supremo" / Grupo armado não deve fazer greve, defende presidente do Supremo" /

Policiais civis mantêm greve e prometem pressão sobre deputados e governador

SÃO PAULO-Sindicatos e representantes da Policia Civil de São Paulo prometeram, nesta segunda-feira, manter a paralisação dos servidores, que já dura 48 dias, mesmo com a aprovação dos projetos de lei encaminhados pelo governo na semana passada para votação na Assembléia Legislativa. Os grevistas também anunciaram que irão se dividir em dois grupos: um para acompanhar as votações no plenário e outro para seguir o governador José Serra em suas inaugurações no decorrer da semana. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/03/grupo_armado_nao_deve_fazer_greve_defende_presidente_do_supremo_2093683.html target=_topGrupo armado não deve fazer greve, defende presidente do Supremo

Redação |

O presidente do Sindicato dos Delegados, José Leal, disse que um carro de som e um grupo de manifestantes será levado para a porta da Estação Imigrantes do Metrô, na manhã de terça-feira (4), para reivindicar os reajustes salariais e reforçar os pedidos de mudança nas carreiras dos policiais.

O protesto está marcado para às 11h, mas a cerimônia do Metrô, que irá homenagear o Santos Futebol Clube rebatizando a estação para Santos-Imigrantes, deve contar apenas com as presenças do secretário Luiz Antônio Guimarães Marrey (Justiça) e do craque Pelé. Já o presidente do Sindicato dos Escrivães, Valter Honorato, reforçou que outro grupo de grevistas deverá acompanhar de perto as votações na Assembléia à partir das 10h.

Os deputados terão 15 dias para anunciar o resultado da votação dos cinco projetos de lei enviados pelo governador José Serra, que prevê, entre outros itens, reajuste de 6,5% a partir de janeiro de 2009 e outros 6,5% no ano seguinte. Cerca de 30 emendas já foram apresentadas pelos deputados, que discutirão as propostas em regime de emergência.

Negociações

Procurada pelo Último Segundo, a Secretaria de Gestão não deverá se pronunciar sobre as propostas enviadas à Assembléia Legislativa até o fim das votações. José Leal, por sua vez, garantiu que a aprovação dos projetos de lei não irá mudar os rumos da paralisação e reforçou: "A greve continua por tempo indeterminado. Nesse momento, nem vamos pensar em suspender".

Já Valter Honorato salientou que os cinco projetos foram levados à Assembléia sem passar pelas mãos dos manifestantes. "Ele [Serra] podia ter ouvido as bases e discutir todo esse conflito que ele criou. Não vamos parar até que ele receba todas as entidades", emendou.

As 18 entidades que participam da paralisação desde o dia 16 de outubro reivindicam aumento de 15% este ano, 12% em 2009 e 12% em 2010. Proposta recusada pelo governo José Serra.  

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