Policiais civis fazem manifestações em três Estados

Policiais civis de alguns Estados fizeram hoje uma paralisação de duas horas em apoio aos colegas de São Paulo, em greve desde 16 de setembro. Segundo sindicatos locais, a adesão às manifestações foi considerada pequena no Rio, mas expressiva na Bahia e no Recife.

Agência Estado |

A paralisação ocorreu entre as 14 e 16 horas.

No Rio, menos de 100 policiais civis participaram de manifestação em frente ao prédio da Chefia de Polícia, no centro da capital fluminense. A estimativa é do próprio presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado, Fernando Bandeira. Ele atribuiu a baixa adesão a três fatores: "A polícia tem muitos companheiros que trabalham em outros empregos. E muitas vezes o policial é corajoso para enfrentar criminosos, mas tem medo de enfrentar autoridades e ser punido. Além disso, também há a divisão política da categoria, com várias entidades de classe."

Durante o ato, os policiais cariocas realizaram uma assembléia em que decidiram transferir para o dia 17 a votação que poderá definir se a categoria entrará ou não em greve. Eles programaram para a ocasião um novo protesto, em frente ao apartamento do governador Sérgio Cabral (PMDB), no Leblon, zona sul da capital. "A greve em São Paulo nos animou muito. Por isso a homenagem. A politicagem com a polícia ocorre nos dois Estados. Mas lá o pessoal acordou para ir à luta. Estamos solidários", disse Bandeira.

O presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil de Pernambuco (Adeppe), Adalberto Freire do Nascimento, afirmou que 70% da categoria no Estado aderiu ao movimento. Segundo a associação, Pernambuco tem 278 delegacias e 350 delegados na ativa. Nascimento considera "uma vergonha" que São Paulo pague o menor salário de delegados e policiais civis do País e avalia que o governador do Estado, José Serra (PSDB), adota uma postura "arrogante e prepotente" em relação às reivindicações da categoria.

Já na Bahia, segundo estimativa da Associação dos Delegados de Polícia da Bahia (Adpeb), cerca de 800 delegados do Estado paralisaram suas atividades em apoio aos policiais paulistas. "A forma como o governo de São Paulo se posiciona sobre o trabalho e a remuneração dos delegados é absurda", disse o vice-presidente da associação, Pietro Baddini Magalhães. "Não dá para concordar que um delegado ganhe menos que um oficial de Justiça, por isso fizemos a manifestação." De acordo com ele, porém, as atividades nas delegacias foram mantidas no período, à exceção dos trabalhos específicos dos delegados.

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