Policiais civis fazem manifestações em cidades de SP

Ao menos 200 policiais civis de Piracicaba (a 162 quilômetros de são Paulo) saíram às ruas por volta do meio-dia de hoje, com apitos e cartazes com críticas ao governo do Estado e o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão. A passeata saiu do 1º Distrito Policial e terminou na praça José Bonifácio, ambos localizados na região central do município.

Agência Estado |

Na Baixada Santista e em Ribeirão Preto a categoria também realizou manifestações na tarde de hoje.

"Criticamos a intransigência do governo. O movimento está cada vez mais forte, sobretudo pela forma como o governo tem nos tratado, sem diálogo", afirmou um investigador de Piracicaba, de 42 anos, 23 deles dedicados à profissão, que pediu para não ser identificado. A manifestação foi organizada pela Associação dos Policiais Civis de Piracicaba e durou aproximadamente uma hora. "A passeata ocorreu em clima pacífico, como era nosso objetivo em São Paulo (quando ocorreu o confronto entre policiais civis e militares, no último dia 16)", disse.

Os policiais mantêm a greve e atendem somente casos de urgência nas principais cidades da região metropolitana de Campinas. Segundo informou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Campinas e Região, Aparecido Lima de Carvalho, os policiais campineiros não organizaram nenhum tipo de manifestação descentralizada hoje, pois esperam ato da categoria marcado para segunda-feira, na capital paulista.

Baixada Santista

Na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, a greve da categoria continua com 90% de adesão, segundo informações do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Estado de São Paulo na Região de Santos. Por volta das 14 horas, um grupo de grevistas foi até a delegacia da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) para reforçar os motivos da greve, mas com a adesão dos policiais do local continuava, o grupo seguiu para a Santa Casa de Santos para doar sangue.

O sindicato já prepara excursões para levar os policiais da região à manifestação marcada para segunda-feira, em São Paulo. Pelo menos dois ônibus, um partindo de Santos e outro de Miracatu, seguirão para o ato público na Praça da Sé, região central da capital paulista.

Ribeirão Preto

Pouco mais de 100 policiais civis da região de Ribeirão Preto fizeram duas manifestações entre o final da tarde e o início da noite de hoje. Por volta das 16 horas, eles se reuniram no pátio do 1º Distrito Policial, no centro, e duas horas depois seguiram para a sessão da Câmara, onde seriam ouvidos pelos vereadores.

Segundo a presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) regional, Maria Alzira da Silva Corrêa, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), insiste em não negociar com a categoria, mesmo oferecendo 6,5% de reajuste neste ano. "Essa é uma proposta indecorosa e desrespeitosa e não atende os nossos interesses", afirmou. Segundo ela, o que foi determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em relação à greve, está sendo mantido na região de Ribeirão Preto. O Sinpol regional tem 2.100 policiais civis em 93 cidades.

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