Policiais afirmam terem visto sangue no apartamento dos Nardoni

SÃO PAULO - No primeiro depoimento desta quinta-feira ao juiz Maurício Fossen, no 2º Tribunal de Justiça de São Paulo, o policial Valter Santos da Silva, que foi um dos policiais que atenderam a ocorrência sobre a queda de Isabella Nardoni do sexto andar do Edifício London, afirmou ter participado da primeira varredura no prédio após a morte da menina e que não viu sinais de arrombamento na porta do apartamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. O PM disse que viu, no entanto, marcas de sangue no corredor do aparamento do casal.

Luciana Fracchetta, do Último Segundo |


Ele também afirmou que todos os apartamentos do edifício foram vistoriados e que foi feita, inclusive, uma varredura na garagem e todos os porta-malas dos veículos lá estacionados, mas nada foi encontrado.

Luiz Carlos Mariano, outro policial que participou da ocorrência e também prestou depoimento nesta quinta-feira, disse que participou da varredura no edifício e também viu marcas de sangue no corredor do apartamento do casal.

Ele afirmou ainda à Justiça, que, ao chegar no edifício, encontrou Alexandre Nardoni ao lado de Isabella no gramado. Segundo o PM, Alexandre dizia que alguém havia entrado em seu apartamento.

Porteiro

Segunda testemunha a prestar depoimento nesta quinta, Damião da Silva Santos, porteiro noturno do prédio em que os pais de Anna Jatobá moram em Guarulhos, afirmou que conhece o casal e que Nardoni e Anna estiveram no edifício no dia 29 de março e permaneceram lá entre 18h e 23h. Porém, ele não soube dizer o horário exato em que eles saíram do local.

Prestador de serviços

O prestador de serviços José Vandevaldo Melo Gomes, o Vando, foi a quarta testemunha a prestar depoimento. Ele afirmou que após o crime ficou 30 dias sem trabalhar no edifício London, onde prestava serviços em três apartamentos. Segundo ele, todos os serviços no local foram por indicação de Alexandre Nardoni.

No dia 29 de março, Vando disse que foi ao apartamento 51 pela manhã, onde realizava um serviço. Ele afirmou que chegou a ver o casal e as crianças no prédio.

O prestador de serviço disse que nunca ficou com as chaves dos locais onde trabalha e ressaltou que, no edifício London, não lhe pediam documentos para entrar no prédio porque ele já tinha cadastro e era conhecido dos moradores. Vando negou também que tenha tido qualquer problema com a família de Alexandre Nardoni.

Depoimentos de quarta

O prestador de serviços foi citado nesta quarta-feira no depoimento de Nathália de Souza Domingos Severino , amiga de infância de Cristiane Nardoni e estagiária de Direito no escritório de Antonio Nardoni.

Nathália, que estava com a tia de Isabella na noite do crime, afirmou à Justiça que encontrou um prestador de serviços da família Nardoni, identificado como Vando, no dia da morte de Isabella e que ele teria dito que iria até o apartamento levar chaves ao prédio onde o casal mora.

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