Policiais acusados de fraudar CNHs se entregam em SP

Os policiais Élcio Kinjo de Aquino e Claudinei Valdemar Galo, acusados de integrarem a máfia das Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs), se entregaram ontem à Corregedoria da Polícia Civil, em São Paulo. Na tarde de quinta-feira, a Justiça criminal de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, decretou a prisão temporária deles e de outras oito pessoas que estavam na mira da Operação Carta Branca 2 - desdobramento da investigação que, em junho, levou 18 pessoas para a cadeia.

Agência Estado |

Seis suspeitos seguiam foragidos até ontem.

Pela manhã, promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Guarulhos e homens da Corregedoria da Polícia Civil começaram a cumprir os 22 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça. Numa auto-escola em Ferraz, foram encontrados 30 prontuários que deveriam estar no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O material estava escondido dentro de um banheiro.

Os promotores também recolheram contas de telefone em que estão registradas diversas ligações para Minas Gerais, um dos sete Estados abastecidos com carteiras fraudadas pela máfia. "Pela quantidade de telefonemas, fica claro que a auto-escola mantinha negócios fora de São Paulo", disse o promotor Marcelo Oliveira, do Gaeco de Guarulhos. Durante todo o dia de ontem, foram vasculhados cerca de dez endereços.

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