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Polícia tenta fazer virada cultural em Paraisópolis, em São Paulo

SÃO PAULO - Desde que cercaram há duas semanas a favela de Paraisópolis, policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) compõem a paisagem de vielas estreitas.

Agência Estado |

Até poucos dias atrás, as revistas eram frequentes. Nesta segunda-feira, policiais monitoravam o movimento e tentavam ganhar a confiança dos moradores com atendimento odontológico em um posto da Polícia Militar. Agora, eles falam em promover uma virada cultural.

AE
Movimentação na favela de Paraisópolis, zona sul de São Paulo

Desde que estão ali, os policiais já fizeram até parto e procissão na favela. Para mim, não mudou nada com a polícia aqui. Só que a gente fica mais assustada. Isso, sim, diz Maura dos Santos, de 37 anos, que acompanhava a filha, de 10, na aula de artes em uma ONG.

Ela costumava ir sozinha, porque é perto, mas agora não tenho confiança. É muita arma, afirma Maura. A onda de vandalismo, no dia 2, detonada pela morte de Marcio Purcino e a prisão de Antonio Galdino de Oliveira, cunhado de Francisco Antonio Cesário da Silva, o Piauí, um dos líderes do PCC, deixou marcas que alguns moradores não vão esquecer.

Em visita à comunidade, no sábado, o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, prometeu que Paraisópolis voltará a ser um paraíso. No que compete à sua pasta, no entanto, os resultados da Operação Saturação são pífios se comparados a 2008, quando a favela bateu recorde de apreensões - 8,5 toneladas de maconha apreendidas em um único dia pela 6ª Companhia do 16º Batalhão.

Desde o dia 2, a polícia fez 10.642 revistas e encontrou 3,4 quilos de maconha, 337 gramas de cocaína, 1,3 kg de crack e 4 armas.

(As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo")

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