Polícia suspende voo de helicópteros em operações no Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO - O comandante do Grupamento Aéreo Marítimo (GAM) da Polícia Militar do Rio, Eduardo Luiz Ribeiro, anunciou nesta sexta-feira que os voos de helicóptero em operações policiais estão suspensos até a chegada da aeronave blindada e da compra do novo material de voo para os policiais.

Agência Estado |

O comandante esteve na missa de sétimo dia do cabo Izo Gomes Patrício e dos soldados Ediney Canazarro de Oliveira e Marcos Stadler Macedo, mortos no helicóptero abatido por traficantes no último sábado.

O capitão Marcelo Vaz, de 38 anos, piloto da aeronave, esteve na cerimônia e disse que apenas cumpriu sua "missão de piloto" ao evitar que o helicóptero atingisse casas. Ele lembrou que teve de conduzir a aeronave ao som dos gritos dos colegas baleados.

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Vaz contou que o helicóptero já havia sobrevoado duas vezes o Morro São João para resgatar policiais feridos. Na "terceira entrada" a aeronave foi atingida. O capitão, piloto da polícia há seis anos, contou que sentiu o impacto da bala, ouviu os gritos da tripulação de que havia fogo e um outro helicóptero, que dava apoio, também o avisou sobre as chamas. "Precisei levar a máquina para um local seguro, porque era minha função de piloto. Eu estava em pane".

O capitão Marcelo Mendes, que foi baleado no pé e teve queimaduras no peito, também compareceu à cerimônia. O cabo Anderson Fernandes dos Santos permanece internado no setor de tratamento de queimados do Hospital da Aeronáutica e seu estado é considerado estável.

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