Polícia suspeita que PCC roubou fuzis do Exército

SÃO PAULO - O Primeiro Comando da Capital (PCC) pode estar por trás do roubo de sete fuzis 7,62 milímetros do 6º Batalhão de Infantaria Leve (BIL) do Exército, em Caçapava, no Vale do Paraíba, em 8 de março. As suspeitas são da Polícia Civil de São José dos Campos, após a prisão na semana passada de dois rapazes e a identificação de um terceiro, acusados de pertencer à facção criminosa.

Agência Estado |

Na casa da ex-cunhada de um deles foi apreendida uma arma do arsenal levado pelos ladrões.

A polícia procura outros 12 suspeitos pelo roubo dos fuzis. Todos são apontados como integrantes do PCC. No dia 2, investigadores do 6º DP de São José dos Campos prenderam o foragido Alexandro das Neves Constantino da Silva, de 22 anos, o Gordo Revolta, no Jardim Flamboyant. Ele estava no carro com o amigo Vinícius da Silva, de 21 anos, o Curumim. Apenas o primeiro acabou preso, pois era procurado pela polícia. Acusado de envolvimento com o tráfico de drogas, Gordo Revolta era monitorado pelos investigadores do 6º DP de São José dos Campos.

Na casa da ex-cunhada dele, Cristiane Donizete Eugênio da Silva, investigadores encontraram um dos fuzis 7,62 mm FAL roubados do Exército. Ela acabou presa, mas alegou à polícia que foi ameaçada e obrigada a deixar a arma no imóvel.

Nas interceptações telefônicas, Juninho conversa com outro rapaz. Os policiais civis apuraram que o diálogo era com Curumim, que foi preso na quinta-feira. Nas conversas, Gordo Revolta reclama com Juninho da presença da tropa do Exército em São José dos Campos. Segundo ele, a ocupação teria causado aos cofres do PCC, em um mês, um prejuízo de R$ 500 mil com o tráfico de drogas. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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