Desde o último dia 19, quando teve início a Lei Seca, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu no Rio de Janeiro 11 pessoas por apresentarem mais de 6 decigramas de álcool por litro de sangue. As últimas prisões ocorreram na madrugada de sábado, quando quatro pessoas foram flagradas dirigindo após terem ingerido bebida alcoólica acima do limite permitido.


Nesta madrugada, a PRF fez nova blitz, desta vez em Resende, no sul fluminense. Os agentes federais pararam 72 motoristas. Em cinco casos, os policiais desconfiaram da ingestão de bebida, mas o resultado do teste com o etilômetro foi normal. Ninguém foi preso nem teve a habilitação apreendida.

"O fato de não ter havido prisão nessa madrugada já reflete uma mudança de hábito", afirmou o relações-públicas da PRF, inspetor André Luiz Azevedo. "Nos primeiros dias após a lei ter sido sancionada as pessoas ainda dirigiram depois de beber porque acreditavam que não haveria fiscalização. Mas a atuação das polícias mostrou que vamos coibir esse comportamento." A Polícia Militar divulga hoje o balanço das operações no Estado.

Lei Seca

Pela nova lei, quem for pego pelo bafômetro com uma margem entre 0,0 e 0,09 mg de álcool/litro de ar expelido, não é considerado infrator e acaba liberado. De 0,1 a 0,29 mg, paga-se uma multa de R$ 957,20 e há o risco de a carteira de habilitação ser suspensa por período de 12 a 24 meses.

Acima de 0,3 mg, além de pagar a multa e correr o risco de perder a habilitação, o infrator é levado para a delegacia, responde criminalmente, podendo pegar uma pena que varia de 6 meses a 3 anos de detenção. O infrator só é liberado, para responder em liberdade, após pagar uma fiança de R$ 300 a R$ 1.200.

Aprovação

Pesquisa realizada pelo instituto Datafolha, e divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, apontou que 86% dos moradores de São Paulo e do Rio de Janeiro aprovam a lei seca. Apenas 11% em São Paulo e 12% no Rio reprovam a nova regra.

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