Polícia procura mulher suspeita de ter esfaqueado marido no Rio

RIO DE JANEIRO ¿ Policiais civis realizaram buscas nesta segunda-feira em diversos locais do Rio de Janeiro para tentar localizar a mulher do engenheiro Renato Biasoto Mano Júnior, de 52 anos. Alessandra Ramalho D´Ávila Nunes, 35, é a principal suspeita de ter assassinado o marido a facadas no início da manhã do último sábado em seu apartamento, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Redação |

Alessandra é considerada foragida da polícia desde sábado à noite, quando o Tribunal de Justiça do Rio expediu um mandado de prisão temporária, por cinco dias, contra ela. A prisão foi decretada a pedido da 16ª DP (Barra da Tijuca), que está responsável pelo caso. A Polícia Civil já entrou em contato com a Polícia Federal para impedir que Alessandra fuja do Rio, visto que ela possui nacionalidade norte-americana.

O delegado titular da 16ª DP, Carlos Augusto Nogueira Pinto, afirmou não ter mais dúvidas de que Alessandra matou a facadas o marido . As imagens do circuito interno do prédio mostram o momento em que a suspeita sai do prédio, depois o marido indo até a garagem procurá-la e depois pedindo socorro na portaria.

"Não tenho mais dúvidas sobre a autoria. Só se houver uma grande reviravolta, que mostre outros acontecimentos e novas provas. Mas, até agora, ela é a principal suspeita", afirmou o delegado.

O crime

Mano Júnior foi ferido a facadas no rosto e no peito em seu apartamento localizado na avenida Lúcio Costa, por volta das 6h do último sábado. Segundo testemunhas, o engenheiro ainda desceu à portaria de seu prédio ensanguentado para pedir ajuda, mas acabou morrendo no hall do edifício.

Em depoimento à polícia, o porteiro disse que, na mesma hora em que a vítima descia ferida pelas escadas, Alessandra deixou o condomínio com o filho do casal, de cinco anos. Ela disse ao porteiro que iria à delegacia da Barra da Tijuca prestar queixa contra o marido, que a teria agredido por ciúmes.

Horas antes do crime acontecer, Mano Júnior e a mulher haviam recebido um casal de amigos, o empresário Eduardo Pedrosa e sua esposa, com quem haviam comemorado o dia dos namorados. Saímos do apartamento às 4 horas e tudo estava na mais perfeita harmonia, disse Pedrosa, que ficou chocado com o crime.

O amigo da vítima disse à polícia que a relação entre Mano Júnior e Alessandra era bastante conturbada, devido ao ciúme excessivo do engenheiro. Ele teria exigido que a mulher fizesse um exame de DNA quando disse que estava grávida dele, para que a paternidade do filho fosse comprovada. Os dois estavam casados há seis anos.

*com informações da Agência Estado

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