Polícia procura autores de incêndio a ônibus no Rio

A Polícia Civil do Rio investiga se milicianos ou traficantes comandaram o ataque na madrugada de hoje, que incendiou um ônibus e quatro carros em Ramos, na zona norte do Rio. Os veículos estavam sem passageiros e ninguém ficou ferido.

Agência Estado |

Panfletos com a frase "Fora milícia. Chega de opressão. É melhor UPP do que a ditadura" foram deixados no local.

"Esta foi uma típica ação de traficantes, mas nada está descartado. Apesar do bilhete supostamente atacar as milícias, o crime pode ter sido praticando por paramilitares" disse a delegada titular da 21ª Delegacia de Polícia, Valéria de Castro. Segundo ela, o objetivo dos milicianos seria mostrar que a população está insegura sem a proteção paga do grupo.

De acordo com testemunhas, cinco homens entraram no ônibus a poucos metros do ponto final, na Rua Gerson Ferreira. Armados, eles expulsaram o motorista e o cobrador do coletivo antes de atear fogo no veículo. Em seguida, o bando fugiu em um carro preto.

As labaredas incendiaram quatro carros, as fachadas de uma loja e quase atingiram a fachada de um prédio residencial. Os moradores deixaram os apartamentos em pânico. O fogo foi controlado logo após a chegada dos bombeiros e de policiais do Batalhão de Vias Especiais (BPVE).

Não seria a primeira vez que milicianos se passam por traficantes para provocar pânico na população. Em agosto de 2008, paramilitares encapuzados se identificaram como traficantes e executaram aleatoriamente sete moradores na Favela do Barbante, em Campo Grande. O ex-PM Luciano Guinâncio Guimarães foi preso acusado de comandar o ataque.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG