Polícia prende suspeitos de jogar casal de encosta no Rio

RIO DE JANEIRO - A Polícia Civil do Rio anunciou a prisão de quatro suspeitos de jogar um casal de uma encosta na avenida Niemeyer, na zona sul da cidade, durante a madrugada desta quarta-feira. A polícia da 14ª DP (Leblon) ainda informou que os presos foram encaminhados para o Hospital Miguel Couto, na região da Gávea.

Redação |

De acordo com a polícia, o empresário e advogado Marcelo Viana, de 43 anos, e a namorada, a publicitária Paula Barreto, de 31, relataram que foram rendidos por criminosos após jantarem em um restaurante na avenida Epitácio Pessoa, na Lagoa. Quando já estavam dentro de seu carro, um Audi, eles foram abordados por quatro assaltantes a bordo de uma picape importada. Marcelo e a namorada saíram do veículo, mas os bandidos pediram para o casal retornar ao automóvel.

Segundo o casal, os criminosos queriam ir à casa das vítimas para assaltá-la. O advogado, que mora na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, disse aos bandidos que morava em Ipanema, zona sul, para despistá-los. Durante o trajeto, Marcelo disse ter sido agredido duas vezes com coronhadas na cabeça, enquanto Paula teve uma arma apontada para seu rosto. Percebendo que estavam sendo enganados, os assaltantes levaram o casal para a avenida Niemeyer, próximo à entrada para a favela do Vidigal.

Futura Press

Encosta na avenida Niemeyer de onde o casal foi empurrado pelos assaltantes

Lá, os bandidos pararam o carro, mandaram as vítimas saltarem do veículo e subirem em uma mureta que divide a via da encosta. O casal começou a ser chutado e caiu no barranco. Machucados e presos a pedras e plantas, Marcelo e Paula gritaram por socorro e acabaram sendo ouvidos por policiais militares do 23º BPM (Leblon) que passavam pelo local e os salvaram.

Soldados do mesmo batalhão realizaram buscas pela região e encontraram o Audi roubado abandonado próximo à entrada para a favela da Rocinha. De acordo com a delegada titular da 14ª DP, Tércia Amoêdo, o automóvel só foi largado porque estava com as rodas danificadas e várias partes amassadas. Ela acredita que, se o carro não estivesse quebrado, os assaltantes teriam subido a favela da Rocinha com o veículo.

A delegada disse que ainda pretende esclarecer alguns pontos do assalto durante o novo depoimento do casal. Segundo ela, o fato dos criminosos terem abordado as vítimas a bordo de uma picape importada deverá ser investigado. Para Tércia Amoêdo, esse fato aponta para a possível existência de mais um assaltante que teria deixado os quatro comparsas e seguido com a picape, já que nenhum automóvel abandonado foi encontrado na Lagoa.

Eles, sem dúvida, estavam de carro porque, se eles forem mesmo da Rocinha, eles não iriam a pé da favela até a Lagoa. A possível existência de um quinto elemento será investigada, conclui a delegada.

*(Com reportagem de Anderson Dezan, do Último Segundo)

Leia mais sobre: violência no Rio

    Leia tudo sobre: violência no rio

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG