Polícia prende suspeitos de ataque contra índios Kaiowás no MS

Três homens presos são acusados também pelo desaparecimento do cacique Nísio Gomes; ele foi executado a tiros, dizem indígenas

AE |

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Três suspeitos de participar de um ataque contra os índios da etnia Kaiowá foram presos na terça-feira (29). As prisões ocorreram durante cumprimento de mandados de prisão temporária. O ataque que estariam envolvidos foi no acampamento Tekohá Guaiviry, entre os municípios de Amambaí e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, no último dia 18 de novembro. Os presos são acusados também de envolvimento no desaparecimento do cacique Nísio Gomes . Eles foram levados para a custódia da Polícia Federal, em Ponta Porã, onde prestaram depoimento.

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BBC Brasil
Força Nacional protege durante 24h o território dos Kaiowás desde quarta-feira (23)

Durante o ataque um grupo de cerca de 40 pistoleiros, armados e encapuzados, invadiu um acampamento dos índios guaranis em Amambaí. Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), o alvo principal do ataque era o cacique Nísio Gomes. Ele foi executado a tiros e, segundo depoimentos dos indígenas, teve o corpo arrastado pelos pistoleiros, que também levaram com eles uma mulher e uma criança.

Força Nacional

Após conflito entre índios e pistoleiros em Mato Grosso do Sul, o Ministério da Justiça prorrogou por 90 dias a permanência da Força Nacional de Segurança no Estado. O pedido foi feito pelo governador Andre Puccinelli com a finalidade de garantir a manutenção da ordem pública, em especial nas localidades próximas à fronteira com o Paraguai.

Após morte de líder indígena, Força Nacional permanece em MS

A portaria que prorroga a atuação da Força Nacional de Segurança em Mato Grosso do Sul está publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira (25). O corpo do cacique Nísio Gomes, líder dos Guarani Kaiowá na região, foi levado pelos pistoleiros e três moradores do acampamento foram sequestrados. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal abriram inquérito para investigar o caso.

No Estado, a disputa por terras entre indígenas e grandes fazendeiros é acirrada e se arrasta há anos. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que o governo federal considera “uma questão de honra” a solução dos problemas enfrentados pelas comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul. Além da questão do território, a saúde e a educação são as principais preocupações do Estado, segundo o ministro.

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