Polícia prende suspeito de ser o chefe do tráfico na zona sul do Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO - A Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu, às 7h30 desta segunda-feira, um homem suspeito de ser o chefe do tráfico de drogas do morro do Cantagalo, na zona sul da cidade. Ao todo, a polícia cumpre dez mandados de prisão. A Secretaria Estadual de Obras informou que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram suspensas para não colocar os funcionários em situação de risco em rzaão do confronto entre policiais e traficantes.

Redação com Agência Estado |

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Polícia faz operação contra tráfico de drogas
O preso, conhecido como "pit bull", foi identificado pela polícia como Adalton do Nascimento Gonçalves, de 28 anos. Ele foi localizado na favela do Pavão-Pavãozinho e, conforme a polícia, usava um crachá de vigia da empresa OAS, contratada para as obras do PAC. Ao ser preso, Adalto teria dado o nome de Leonardo Monteiro Reis. A polícia investiga se ele era mesmo funcionário do programa ou se estava com um crachá falso. Ele prestará depoimento no 14° Distrito Policial.

Segundo informações da Polícia Militar, a operação teve início por volta das 6h no morro do Cantagalo, em Ipanema, e no morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana. Participam da ação equipes do 14°DP, da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e o 23° batalhão da PM, em Leblon. Além de mandados de prisão, o objetivo da ação é aprender drogas e armas.

Conforme informações da rádio "CBN", outros quatro homens já foram detidos, mas as polícias civil e militar não confirmam o número exato de presos, já que a operação ainda está em andamento. No morro do Pavão-Pavãozinho, foi localizada uma casa que funcionaria como refinaria dos traficantes. No local, a polícia teria encontrado ainda um fuzil, material químico e embalagens.

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Polícia prende suspeitos durante ação em morro

Obras do PAC suspensas

De acordo com a Secretaria Estadual de Obras, todas as obras de drenagem, instalação de redes de água e esgoto, pavimentação e construção de ruas nos morros do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho foram interrompidas provisoriamente.

Em razão do confronto entre policias e traficantes, a secretaria também informou que foi adiada a inauguração de uma escola de produtividade para a educação de operários do programa. O objetivo é que com a escola os trabalhadores tenham aulas após o expediente e possam concluir o ensino fundamental e o médio. 

Os trabalhos do projeto federal nas favelas começaram em novembro de 2007.

Tiroteio e morte na sexta-feira

Na última sexta-feira, dez supostos criminosos e uma moradora de 70 anos morreram durante operação da Polícia Militar (PM) na favela Cidade de Deus, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Cerca de 150 policiais ocuparam a favela apoiados por dois blindados e um helicóptero. Segundo a polícia, foram apreendidos três fuzis, cinco pistolas, uma granada e cerca de 2,5 mil papelotes de cocaína. Um policial disse que entre os mortos havia líderes do tráfico de drogas.

A Secretaria de Segurança informou que um dos mortos é o criminoso conhecido por Gim, apontado como chefe do comércio de drogas na Cidade de Deus. A moradora foi identificada como Josélia Barros Afonso, de 70 anos.

O objetivo inicial da PM era prender Antônio de Souza Ferreira, o Tota, acusado de chefiar o tráfico no Complexo do Alemão, em Ramos, na zona norte.

Conforme a polícia, com a ocupação de favelas do complexo pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM para as obras previstas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), Tota teria fugido com outros criminosos e se refugiado na Cidade de Deus. O suspeito, porém, não foi localizado.

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