Polícia prende suspeito de morte de seis jovens em Luziânia

A Polícia Civil de Goiás prendeu um homem suspeito de ter matado seis jovens na cidade de Luziânia. Conforme a polícia, um pedreiro confessou o crime e indicou onde estão enterrados os corpos. Pelo menos dois já foram localizados. As informações são do ¿Jornal Nacional¿.

iG São Paulo |

A polícia não divulgou o nome do suspeito, mas disse que ele foi preso na manhã deste sábado. Ele era investigado há 10 dias, desde um parente seu começou a usar o celular de uma das vítimas.

As bucas pelos corpos dos outros jovens serão retomadas na manhã de domingo.


Pai de jovem desaparecido se emociona ao lembrar do filho / Ag. ObritoNews

O caso

Entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010, seis meninos com idades entre 13 e 19 anos desapareceram misteriosamente. Eles não se conheciam, mas tinham em comum o fato de todos morarem no Parque Estrela Dalva, que concentra cerca de um quarto dos habitantes de Luziânia  - quarta maior cidade de Goiás, com 203.800 moradores, segundo contagem de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Parque Estrela Dalva está situado a 56 quilômetros de Brasília, na periferia.

Todos desapareceram de dia, após realizarem atividades de rotina. O primeiro a desaparecer, em 30 de dezembro de 2009, foi Diego Alves Rodrigues, de 13 anos. Pouco antes das 10h, ele saiu de casa no bairro para ir a uma oficina de carros e não foi mais visto.

A polícia chegou a trabalhar com a hipótese de rebeldia típica de adolescente. O delegado Rosivaldo Linhares disse à época que acreditava que todos os jovens estavam vivos. O núcleo de atendimento a famílias de pessoas desaparecidas da Secretaria de Desenvolvimento Social do DF, que foi à cidade ajudar nas buscas, afirmou que em mais de 80% dos casos de desaparecimento os adolescentes fogem e reaparecem em até um ano.

As mães dos jovens, porém, nunca acreditaram nesta possibilidade. A copeira Sonia Vieira de Lima, mãe de Paulo Victor, que desapareceu no dia 4 de janeiro, era uma delas. "Meu filho não era rebelde e não tinha razão para fugir", disse. "Ele era carinhoso com a família, organizado e trabalhador." O perfil corresponde a quase todos os desaparecidos, segundo os parentes.

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