Polícia prende suspeito de incendiar e matar moradora de rua no Rio

RIO DE JANEIRO - A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, neste domingo, um homem de 19 anos, suspeito de ter ateado fogo a uma moradora de rua de 16 anos. A vítima foi queimada na madrugada enquanto dormia no Viaduto dos Marinheiros, na região da Praça da Bandeira, na zona norte da cidade.

Redação com Agência Estado |

Conforme informações da polícia, o suspeito foi identificado como Paulo Roberto de Oliveira Ribeiro e também era morador de rua. A prisão aconteceu após o delegado Sandro Caldeira, da 20° Delegacia de Polícia, na Vila Isabel, que investiga o crime, ter ido até o local e conversado com as pessoas que acionaram o resgate.

A polícia informou que outros moradores de ruas relataram que Ribeiro já havia feito ameaças de matá-los. Com o suspeito, foi encontrado espuma de travesseiro e palitos de fósforo.

Um outro morador de rua também foi atingido pelo fogo. O rapaz, identificado como Wellington Alves, foi socorrido ao Hospital Souza Aguiar e está em estado grave. No seu corpo, a polícia disse ter encontrado pedaços de espuma.

Outras quatro pessoas dormiam embaixo do viaduto, mas conseguiram escapar sem ferimentos.

De acordo com a rádio "CBN", um homem, que seria o companheiro da jovem, disse ao delegado que ela estava grávida de um mês. O dado, porém, não foi confirmado pela polícia que afirmou que só terá a informação após a realização de exames no corpo da vítima.

Outro caso

Na última sexta-feira, policiais da 5ª DP, no Centro, divulgaram imagens de uma agressão sofrida pelo morador de rua João Elisário de Aquino, de 53 anos. Ele foi morto a pauladas no dia 17 de abril, na Avenida Nilo Peçanha, na região central do Rio.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Ricardo Codeceira Lopes, a vítima foi espancada até a morte por três jovens ainda não identificados, nas proximidades da portaria do edifício do Ministério Público Federal (MPF).

Depois de observar as imagens, cedidas pelo MPF, o delegado informou que três jovens, um deles vestindo uma camisa branca, o outro descalço e o terceiro sem camisa, armados com um pedaço de madeira, deram pauladas na cabeça de João Elisário. Ele morreu na hora.

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