Polícia prende sete pessoas por fraude em mil CNHs em São Paulo e Minas Gerais

SÃO PAULO - A Polícia Civil de Mococa, na região de Ribeirão Preto (SP), prendeu temporariamente cinco homens e duas mulheres envolvidos em um esquema fraudulento de expedição de Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Agência Estado |

O diretor de um sindicato e os proprietários de uma autoescola ofereciam CHNs expedidas em Contagem (MG) a motoristas de transportes coletivos, produtos perigosos e de veículos de emergência.

Os motoristas não precisavam fazer o curso de 50 horas, nem a prova, exigência do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). "É uma fraude nova", diz o delegado que atuou no caso, Hélvio Roberto Bolzani. Existe a suspeita de que mais de mil CNHs tenham sido falsificadas nesse esquema.

Nos últimos dois meses, interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça ajudaram a desvendar o esquema. Nivaldo Rafael, diretor do Sindicato dos Motoristas Rodoviários de Mococa, captava os motoristas, no boca-a-boca, e cobrava R$ 230 pelo serviço. A Autoescola Abílio, de Elton Fabiano e João Abílio, cobrava entre R$ 200 e R$ 250. As documentações exigidas eram reunidas e encaminhadas à empresa Setae-Cereset, credenciada pelo Detran-MG para ministrar o curso, que cobra geralmente até R$ 160. No esquema, Rafael, que recebia o depósito em sua conta bancária e entregava a CNH entre 10 e 15 dias, exigindo só um dia de participação no curso, repassava R$ 180 à empresa mineira.

Sebastião Alexandre Ramos, dono da Setae-Cereset, e uma funcionária, que recebia a documentação oriunda de Mococa, foram presos e estão presos em Contagem. Um funcionário da Ciretran de Cajuru (SP) e Priscila Gervásio, funcionária da transportadora Setraza, de Sertãozinho (SP), foram as outras pessoas presas. Priscila está na Cadeia Feminina de Tambaú (SP). Os homens estão na Cadeia de Casa Branca (SP).

Em abordagens feitas com o apoio da Polícia Militar de São Paulo em rodovias próximas de Mococa, cerca de 150 CNHs irregulares de motoristas que atuam nesses tipos de transporte foram apreendidas. "Identificamos cerca de 20 pessoas que sabiam que era um documento falso", informa Bolzani. Os que agiram de boa-fé terão as CNHs apreendidas e terão que fazer novo curso em São Paulo.

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