Polícia prende principal suspeito de chacina no Paraná

A polícia prendeu hoje em Rosana, em São Paulo, às margens do Rio Paraná, Jair Corrêa, de 52 anos, suspeito de ser o mentor e principal executor de 15 pessoas, no dia 22 de setembro, em Guaíra, no oeste do Paraná, chacina considerada a maior registrada no Estado. As buscas continuam em relação a outros dois acusados, Gleibson Corrêa, filho de Jair, e Ademar Fernando Luiz.

Agência Estado |

Segundo o secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, Corrêa teria assumido informalmente a co-autoria na chacina, alegando que era uma vingança devido à morte de seu enteado, Dirceu Pereira de França, ocorrida cerca de 20 dias antes. França teria sido morto por integrantes da quadrilha de Jossimar Marques Soares, o Polaco, um dos mortos na chacina, em razão de uma dívida de R$ 4 mil. Em entrevista coletiva, Corrêa negou que tivesse qualquer participação na chacina.

Delazari disse que provavelmente os três acusados separaram-se logo depois das mortes. Corrêa teria ido, então, até a região de Itaquiraí (MS), permanecendo escondido durante todo o tempo no meio da mata fechada, contando com ajuda de familiares. "Ele é do mato e tem facilidade para viver ali", disse o secretário. Na madrugada de hoje, ele teria deixado o local, seguindo em uma pequena canoa pelo Rio Paraná, em direção a Rosana, onde pretendia tomar um ônibus para São Paulo. "Ia se esconder no meio daqueles 11 milhões de pessoas", afirmou.

No entanto, depois de oito horas de viagem pelo rio, foi interceptado no meio do mato pelos policiais que ficaram acampados por três dias. "Não deu nem tempo de reagir", afirmou Delazari. Segundo o secretário, as informações de que os suspeitos da chacina teriam passado pelo Paraguai não se confirmaram. "A opção foi por esse trabalho de inteligência", disse.

Além das buscas pelos outros dois acusados, a polícia tenta encontrar as armas usadas na chacina para saber quem foram os fornecedores. Delazari insistiu hoje que as mortes foram um "caso isolado". Segundo ele, desde o início do ano houve 13 homicídios em Guaíra, que fica na fronteira com o Paraguai, um deles depois da chacina. "A chacina foi fruto de uma mente e de um comportamento criminoso", acentuou. Ele acredita que o estado de embriaguez "deve ter potencializado o instinto criminoso".

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