Polícia prende mais um acusado de chacina no Paraná

A polícia apresentou hoje, em Cascavel, no oeste do Paraná, o pedreiro Ademar Fernando Luiz, de 27 anos, preso no dia anterior, em Lucas do Rio Verde (MT), sob acusação de participar da chacina, no dia 22 de setembro, em Guaíra (PR), que resultou na morte de 15 pessoas. Ele foi preso quando saia da casa de um amigo, onde estava hospedado desde o dia 8, para trabalhar em uma construção civil.

Agência Estado |

A polícia acredita que pelo menos mais uma pessoa participou da tragédia, e está em sua captura.

Segundo a polícia, Luiz, que é conhecido como Dubreik, era monitorado desde quinta-feira. A polícia afirmou que, em depoimento tomado ainda em Lucas do Rio Verde, ele disse que estava na chácara no momento da tragédia, como "segurança" de Jair Corrêa, de 52 anos, acusado de ser o mentor da chacina. Mas garantiu que não deu nenhum tiro. Corrêa foi preso na semana passada em Rosana (SP) e também negou, em entrevista coletiva, qualquer participação ou que estivesse no local. A polícia acentuou, no entanto, que ele teria confessado a participação.

No depoimento, Dubreik teria afirmado que uma terceira pessoa, que disse não conhecer, também atirou contra as vítimas. Ele contou à polícia que foi chamado por Corrêa para ir à chácara, pois pretendia matar Nel (Manoel Pascoal da Silva, um dos mortos) e Nelsinho (não identificado). Eles seriam os executores da morte de Dirceu de Souza Pereira, enteado de Corrêa, cerca de 20 dias antes da tragédia. Segundo o acusado, os três chegaram à chácara de Jossimar Marques Soares, o Polaco, um dos mortos, por volta das 6 horas da manhã.

Luiz teria confessado que estava com uma carabina 38, Corrêa tinha um revólver calibre 357 e o outro acusado, cuja identidade é mantida em sigilo pela polícia, uma espingarda calibre 12. As armas teriam sido perdidas durante a fuga. De acordo com o depoimento, por volta das 14 horas, eles deixaram a chácara e, com um barco, rumaram para o Paraguai, onde ficaram escondidos por seis dias. De lá, teriam ido a Itaquiraí (MS), onde se separaram.

Corrêa seguiu para Rosana de barco, onde foi preso, enquanto ele foi de ônibus para Lucas do Rio Verde, a cerca de 1.500 quilômetros de Guaíra, por ter um conhecido por lá. Ele também revelou para onde teria ido o terceiro acusado, mas a polícia preferiu manter o local em sigilo. Luiz afirmou que a chacina e a fuga foram planejadas por Corrêa durante três dias.

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