Polícia prende cinco donos 'laranjas' de empresas

Escritório de advocacia simulava operações de transferências de titularidade de empresa usando 'laranjas'

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Material apreendido pela polícia durante a Operação Cáften
A Polícia Federal, em operação com a Receita Federal, prendeu nesta terça-feira cinco pessoas acusadas de integrar um esquema fraudulento com a utilização de 'laranjas' no quadro societário de empresas em Minas Gerais.

Segundo informações da polícia, um sexto mandado de prisão ainda é cumprido. Durante a operação, batizada de Cáften, a polícia também cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em escritórios.

De acordo com a investigação, iniciada pela Receita Federal e pelo Ministério Público Federal, um escritório de advocacia simulava operações de transferências de titularidade de empresa usando pessoas sem capacidade econômica e financeira.

O objetivo da fraude, segundo a polícia, era favorecer empresários de vários segmentos, principalmente na comercialização de cosméticos e confecções. Há ainda suspeitas que a empresa produtora de cosméticos envolvida na investigação utilize insumos vencidos e funcione sem autorização da Anvisa.

Além dos crimes de formação de quadrilha e falsidade ideológica, os acusados devem responder por sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A operação, que contou com 19 servidores da Receita Federal, 80 da Polícia Federal e 2 da Anvisa, foi realizada em Belo Horizonte e Nova Lima.

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