Polícia prende acusado de participar da morte de jovens do Morro da Providência

RIO DE JANEIRO ¿ Policiais da 6ª DP (Cidade Nova) e da 4ª DP (Praça da República) prenderam nesta sexta-feira o traficante Edson de Oliveira, de 22 anos, conhecido como Chaperó. Ele é acusado de ter participado da morte dos três jovens do Morro da Providência, zona Portuária do Rio, no mês passado.

Redação |

Carol Bonando/PCERJ
Suspeitos foram detidos em Itaguaí
O criminoso estava com prisão preventiva decretada pela Justiça por associação ao tráfico de drogas. Na ação, os agentes também cumpriram mandado de prisão temporária pelo mesmo crime contra o irmão de Chaperó, Alexandre de Oliveira Paiva, de 33 anos. Os dois estavam foragidos e foram presos na casa da mãe deles, no bairro de Chaperó, em Itaguaí.

De acordo com o titular da 6ª DP, delegado Rodolfo Waldeck, o traficante, que tem duas passagens pela polícia, por roubo e posse de drogas, atuava como uma espécie de chefe de plantão do tráfico de entorpecentes do Morro da Mineira. Ainda segundo o Waldeck, Chaperó confessou ter presenciado a entrega dos jovens pelos militares, mas negou participação na tortura e na execução.

O caso

Marcos Paulo da Silva Correia, de 17 anos, Wellington Gonzaga Costa,
AE/Wilton Junior
Militares patrulham o Morro da Providência
20, e David Wilson Florêncio, 24, moradores do Morro da Providência, foram entregues aos traficantes do Morro da Mineira, da facção rival, por militares do Exército. Eles foram detidos por desacato quando voltavam de táxi de um baile funk. Eles foram torturados e mortos a tiros pelos bandidos rivais.

De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), Wellington teve as mãos amarradas e o corpo perfurado por vários tiros. David teve um dos braços quase decepado e também foi baleado. Marcos Paulo morreu com um tiro no peito e foi arrastado pela favela com as pernas amarradas. Os corpos foram encontrados no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Onze militares respondem pelo homicídio e oito continuam presos. A tropa do Exército dava segurança às obras do projeto Cimento Social, que prevê a execução de reformas em residências do Morro da Mineira. O projeto recebeu cerca de R$ 12 milhões do Ministério das Cidades por meio de emenda do senador Marcelo Crivella (PRB), candidato à Prefeitura do Rio. As obras foram embargadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), que investiga se o projeto tem cunho eleitoral a favor de Crivella. O exército já desocupou a favela.

Leia mais sobre: violência no Rio


    Leia tudo sobre: morro da providênciamortesrioviolência

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG